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Protestos de Fluminense e Botafogo marcam a rodada de domingo


Vestindo camisas pretas, o Fluminense levou para campo uma faixa em homenagem aos profissionais de saúde

Os dois clubes que assumiram no Rio de Janeiro uma posição firme contra a volta do futebol no momento mais crítico da luta contra o coronavírus, com o Brasil no epicentro da pandemia, Fluminense e Botafogo entraram em campo neste domingo sob protesto. As duas agremiações, derrotadas com a imposição da Federação de Futebol do Rio de Janeiro, com o apoio de Flamengo e Vasco, levaram para dentro de campo o discurso da defesa da ciência e da vida.

O Fluminense entrou no gramado do Estádio Nilton Santos para enfrentar o Volta Redonda vestindo camisas pretas, em sinal de luto, e carregando uma faixa de agradecimento aos profissionais de saúde que têm se dedicado, muitos perdendo a própria vida, no combate ao coronavírus. Depois, trocaram as camisas, adotando o uniforme branco, que também homenageava médicos e enfermeiros.

Foi a última partida da rodada, que terminou com a derrota dos tricolores por 3 a 0, perdendo também a liderança geral do campeonato.

Mais cedo, no mesmo estádio, o Botafogo também levou uma faixa para dentro de campo, exibida antes da partida contra a Cabofriense. "Protocolo bom bom é o que respeita vidas", dizia o protesto dos alvi-negros, em clara mensagem contra a Ferj e o protocolo de segurança estabelecido pela entidade para a realização dos jogos no auge da pandemia.

Com dois minutos de jogo, os jogadores do Botafogo se ajoelharam no gramado, interrompendo a partida em sinal de protesto. Os adversários respeitaram o gesto e também pararam o jogo. Tanto Botafogo como Fluminense aderiram, ainda, ao movimento antirracista e exibiram a frase "Vidas negras importam" estampada nas costas das camisas. O Botafogo goleou a Cabofriense por 6 a 2.

Manifestos

As posições defendidas contra a volta do campeonato neste momento também foram manifestadas pelo presidente de Fluminense e, em nota, pelos jogadores do Botafogo. Do lado tricolor, Mário Bittencourt publicou um texto no seu Instagram pouco antes do jogo, dizendo que estava indo com tristeza para o estádio:

"O @fluminensefc sempre foi e sempre será a minha paixão desde criança. O Dia de jogo sempre foi e sempre será o melhor dia das minhas semanas. Hoje, pela primeira vez, saio de casa triste para ver meu tricolor. Jogadores de máscara, estádio sem público e um campeonato que volta às pressas, sem sabermos que interesses querem atender. Milhares de pessoas ainda morrem no Brasil, enquanto somos obrigados a jogar futebol sem nenhuma segurança. Mais uma triste página da história do futebol do Rio de Janeiro, já tão combalido e defasado. Atletas infectados, clubes de menor investimento sem condições de cumprir o tal protocolo e todos, todos nós em risco de contaminação. Que tudo dê certo e que todos possamos (Fluminense e Volta Redonda) sair dessa insanidade totalmente ilesos. Que façamos um bom jogo, com uma grande vitória e que possamos dedicar aos profissionais de saúde que tanto lutam por vidas; e também aos nossos torcedores que seguem ao lado do clube neste momento de tantas incertezas. 'Jogo seguro' é ficar em casa. O resto não tem nenhum sentido no momento."

Em nota oficial, os jogadores do Botafogo se manifestaram, dizendo que este ainda não é o melhor momento para o retorno do futebol no Rio de Janeiro.

"O elenco do Botafogo de Futebol e Regatas vem a público lamentar e demonstrar total desaprovação ao retorno do Campeonato Carioca diante de uma pandemia mundial de grandes proporções e também à punição do TJD ao nosso comandante, Paulo Autuori, por nos representar perante a sociedade", escreveram os jogadores, antes de saber da liminar do STJD que permitiu ao técnico ficar no banco de reservas neste domingo.

"Somos apaixonados pelo que fazemos, o futebol é a nossa vida, mas entendemos que o momento não é o ideal para colocar novas vidas em risco diante de um cenário em que a contagem de mortos, infelizmente, é diária. No aspecto esportivo, necessitamos de tempo para a preparação e prevenção de lesões, o que se torna inviável com um retorno prematuro", prosseguiu a nota.

"Somos profissionais e estamos treinando sob os rigorosos cuidados do clube, que desde sempre priorizou a nossa saúde e de seus colaboradores. Sabemos que não estamos sozinhos nessa luta e que 'honrar as cores do Brasil de nossa gente' é mais do que uma frase no hino do centenário clube que defendemos. Seguimos fortes para enfrentarmos os obstáculos que encontraremos pela frente, todos juntos pela vida e pela liberdade de expressão. Vamos a campo representar a Gloriosa instituição, mas sob protesto."

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