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Rússia aprova remédio com 90% de eficácia contra covid


Agente de saúde cuida de paciente na UTI do hospital Filatov de Moscou (SPUTNIK /ALEKSEI MAISHEV)

A Rússia foi um dos primeiros países do mundo a aprovar remédio para uso no tratamento da COVID-19. Qual a origem e quais os testes conduzidos com o medicamento Avifavir?

No dia 29 de maio, o Ministério da Saúde da Rússia aprovou o registro da droga Avifavir para uso contra a COVID-19. O remédio, feito à base de Favipiravir, é um antiviral produzido no Japão, turbinado pelos cientistas russos para combater o novo coronavírus. Durante testes clínicos, o medicamento provou-se eficaz em bloquear os mecanismos de reprodução do novo coronavírus. A droga foi desenvolvida por cientistas japoneses na década de 90 e tinha como objetivo prevenir a propagação de uma pandemia como a Gripe Espanhola de 1918, que vitimou mais de 50 milhões de pessoas. No início, a droga foi testada para combater formas graves de gripe e demais vírus que tenham o RNA como material genético, como a dengue, chicungunha e o zika. Uma nova droga precisa passar por processo meticuloso de testagem até a sua aprovação. Por ser bastante conhecida dos cientistas, a droga Avifavir foi preferida para ser testada contra o novo coronavírus, que também tem o RNA como material genético. 

Testes clínicos O Avifavir, potencializado pelos cientistas russos para combater o novo coronavírus, foi a primeira droga a apresentar resultados clínicos positivos na Rússia e bloquear a reprodução do vírus causador da COVID-19. O Fundo de Investimento Direto da Rússia (RFPI, na sigla em russo) que, em parceria com o grupo ChemRar, obteve o certificado de registro da medicação, informou que a droga reduziu o tempo médio de tratamento da COVID-19 de nove para quatro dias. Após o quarto dia de tratamento com Avifavir, 65% dos pacientes obtiveram teste negativo para o novo coronavírus, desempenho duas vezes superior à média dos pacientes que não receberam a medicação. Segundo o diretor do centro de pesquisa do Ministério da Saúde da Rússia, Vladimir Chulanov, a primeira etapa de testes mostrou que a medicação permite a eliminação do vírus das células sanguíneas dos pacientes duas vezes mais rápido do que dos pacientes do grupo de controle, que não receberam o Avifavir. "A média de tempo de eliminação do vírus ficou em torno de quatro dias, em oposição ao grupo de controle, onde ele foi de cerca de nove dias", disse Chulanov em coletiva de imprensa do Ministério da Saúde, em Moscou, no dia 1º de junho. No terceiro dia de tratamento, pacientes submetidos ao Avifavir tiveram a temperatura do corpo normalizada, o que ocorreu somente no sexto dia entre os pacientes do grupo de controle. A partir do décimo dia de tratamento, 90% dos pacientes realizaram teste negativo para o novo coronavírus. "A nossa avaliação preliminar [...] mostrou que a droga é extremamente eficaz, é 90% eficaz", disse Chulanov. Após os resultados animadores, o ministério da Saúde ampliou o número de pacientes em seu estudo de 188 para 330, informou Chulanov. O objetivo da segunda etapa, que já está em curso, é definir a dose ótima do medicamento a ser ministrada a cada paciente e testar a segurança da substância. A cientista-chefe da Organização Mundial da Saúde (OMS), Dr.ª Soumya Swaminathan, confirmou estar a par dos testes conduzidos na Rússia e disse estar esperançosa quanto aos resultados. "Fomos informados que o Avifavir está sendo testado e que a droga desenvolvida pelo Fundo de Investimento Direto da Rússia será disponibilizada nos hospitais russos em breve", disse Swaminathan, no dia 3 de junho.  "Estamos muito interessados em receber os resultados dos testes e ansiosos para saber se a droga é eficiente e segura para ser usada por pacientes de COVID-19." No entanto, tal como a maioria dos medicamentos, o Avifavir tem contraindicações. De acordo com Chulanov, mulheres grávidas não devem ser submetidas ao uso do remédio – o que exige que as mulheres passem por testes antes de receber o remédio – e mulheres e homens que tenham sido medicados com a substância devem evitar conceber filhos durante até três meses depois do fim do tratamento.

Como será distribuído? Na Rússia, o remédio será distribuído gratuitamente nos hospitais, mas não ficará à disposição do consumidor nas farmácias, uma vez que o remédio deve ser tomado sob supervisão médica, informou o Fundo de Investimento Direto da Rússia. O medicamento já começou a ser distribuído nas regiões da Rússia, onde também será submetido a testes. No dia 11, as regiões de Kirov e Saratov receberam seus primeiros lotes. O vice-secretário da Saúde da região de Saratov, Stanislav Shubalov, segundo informou a Universidade Estatal de Medicina de Saratov, recebeu a medicação e deve controlar sua distribuição e uso na província. O vice-secretário do governo da região de Kirov, Dmitry Kurdyumov, declarou que médicos da região devem começar a usar o medicamento imediatamente. "Temos muita confiança de que o remédio logo será adotado nos nossos protocolos de tratamento", disse Kurdyumov em coletiva de imprensa. O Fundo de Investimento Direto da Rússia informou que trabalha para aumentar a produção do medicamento, em função da alta demanda das regiões russas. "Nosso plano era produzir 60 mil lotes do remédio neste mês [junho], mas vemos uma alta muito expressiva na demanda, por isso vamos produzir 100 mil lotes", disse Kirill Dmitriev, diretor-geral do fundo, ao canal russo Rossiya-1. O RFPI e o grupo ChemRar tem o direito exclusivo de produção do Avifavir no território da Rússia. O remédio só ficará disponível na Rússia? O diretor-geral do fundo assegurou que o RFPI não terá o monopólio mundial da produção do Avifavir adequado ao combate à COVID-19. "Há possibilidade de a Índia se unir aos esforços e começar a produzir o medicamento [..] Nós não teremos nenhum monopólio sobre a produção: [o remédio] será produzido em diferentes países", disse Dmitriev ao canal russo NTV. Além disso, o RFPI já recebeu solicitações de fornecimento de mais de 10 países do Oriente Médio e da América Latina, informou Dmitriev. O Ministério da Saúde do Iraque solicitou informações e expressou interesse em adquirir o medicamento, informou a agência de notícias local INA. "Assim que tivermos abastecido o mercado russo, acreditamos que será possível exportar [o Avifavir] para o exterior", disse Dmitriev. A pandemia do novo coronavírus já infectou mais de 8 milhões de pacientes mundialmente e fez mais de 400 mil vítimas fatais, de acordo com a Universidade Johns Hopkins (EUA). Com cerca de 15 milhões de testes de COVID-19 realizados, a Rússia é o terceiro país em número de casos, com 545 mil casos e 7.284 vítimas fatais.


Fonte: Sputnik Brasil

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