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R$ 29,5 milhões para funcionários fantasmas dos Bolsonaros


Além do gabinete de Jair, os dos filhos, Eduardo, Flávio e Carlos, também teriam tido fantasmas (Reprodução)

Em valores corrigidos pela inflação, R$ 29,5 milhões teriam sido desviados dos cofres públicos por conta de 39 funcionários que já passaram por gabinetes da família Bolsonaro com indícios de que não trabalharam nos cargos. De acordo com informações publicadas pela revista Época nesta sexta-feira (11), 28% do total pago aos 286 funcionários já contratados por Jair Bolsonaro e seus três filhos parlamentares entre 1991 e 2019 foram depositados na conta de servidores com indícios de serem fantasmas.

O senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) foi o campeão de nomeações de funcionários fantasmas, com 17 pessoas que constaram como assessores. Outros dez foram empregados no gabinete de Carlos, na Câmara de Vereadores do Rio, e três no gabinete do então deputado federal Jair Messias Bolsonaro. Flávio e Carlos são investigados pela Polícia Civil e o Ministério Público do Rio por esquemas de rachadinhas, quando o parlamentar fica com parte ou total dos salários das pessoas oficialmente nomeadas como assessoras.

Marcia Aguiar, mulher de Fabrício Queiroz, e Nathália Queiroz, a filha, estão entre os funcionários fantasmas envolvidos nas investigações contra Flávio. Em dez anos, cada uma das duas recebeu ao longo de uma década um total de R$ 1,3 milhão atualizados pela inflação, mas nunca tiveram crachá na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), onde o parlamentar cumpria mandato antes de ser eleito para o Senado em 2018.

Queiroz foi preso no dia 18 de junho em Atibaia (SP), onde estava escondido em um imóvel que pertence a Frederick Wassef, então advogado de Flávio - depois ele deixou a defesa de Flávio. O ex-assessor é investigado como sendo o operador do esquema que repassava para Flávio a parte do dinheiro desviado, em dinheiro vivo, através de pagamento de contas pessoais e familiares do parlamentar e por operações casadas, quando envolviam terceiros.

O MP-RJ já disse ter encontrado indícios de que o senador lavou ao menos R$ 2,27 milhões com compra de imóveis e em sua loja de chocolates.

Segundo relatório do antigo Conselho de Atividades Financeiras (Coaf), Queiroz fez movimentações financeiras atípicas. Foram R$ 7 milhões de 2014 a 2017, apontaram cálculos do órgão.

O procurador da República Sérgio Pinel também afirmou ter encontrado “fortes indícios da prática de crime de lavagem de dinheiro” envolvendo Flávio.

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