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Facebook mantém máquina de propaganda de Bolsonaro fora do ar



Bolsonaristas, entre os quais os filhos do presidente, entraram em contato com executivos do Facebook para expressar seu desagrado com a exclusão de contas ligadas a integrantes do gabinete de Jair Bolsonaro.

Interpelaram a empresa sobre as causas da decisão e perguntaram se isto tinha relação com o inquérito das fake news, que está no STF. O Facebook respondeu que as decisões tomadas sobre o Brasil eram parte de uma ação global e não configurava perseguição ao governo Bolsonaro e seus seguidores.

Mas reafirmou que uma parte das contas excluídas promovia propagação de ódio e ataques políticos, informa a Folha de S.Paulo. Na posição do Facebook ficou explícito que há ligação entre auxiliares de Bolsonaro e as publicações que propagam ódio e ataques a adversários políticos.

CPMI das fakenews

A decisão do Facebook de remover as contas dos bolsonaristas será objeto da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI), no Congresso, que investiga as fakenews. A CPMI vai solicitar o material de contas falsas removidas da rede que eram ligadas à família Bolsonaro. “Vamos receber esse conteúdo e, a partir daí, decidir se convocamos os envolvidos”. “Falta agora ação do WhatsApp para chegarmos aos autores de disparos em massa que vem atacando covardemente a honra das pessoas e das nossas instituições”, afirmou o senador Ângelo Coronel (PSD-BA), que preside a comissão.

De acordo com o Facebook, as contas eram ligadas a funcionários dos gabinetes de Jair Bolsonaro e de seus filhos Eduardo e Flávio.

Segundo o senador Coronel, a CPMI fará uma primeira análise para a confirmação de que as mensagens dessas contas de bolsonaristas disseminavam ódio e desinformação e se injuriavam e caluniavam terceiros.

Mais de 60 pessoas já investigadas anteriormente terão seu sigilo bancário, fiscal e telemático quebrado.

Reação dos Bolsonaro

O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) reagiu pelo Twitter, acusando o fundador do Facebook, Mark Zuckerberg, de "perseguição a perfis de direita, dentro e fora do Brasil". O parlamentar, assim como o pai, o presidente Jair Bolsonaro, tem assessores apontados como operadores da rede de fakenews derrubada nesta quarta-feira (9) pelo Facebook.

"Se tivéssemos 10% dessa organização certamente não estaríamos passando por isso. Defendo a liberdade de expressão a todos, lembrando que é cada vez mais notável a perseguição de redes sociais a perfis de direita, dentro e fora do Brasil, mesmo sem haver crime nos posts/perfis", disse Eduardo Bolsonaro.

Assessor do parlamentar, Paulo Eduardo Lopes, conhecido como Paulo Chuchu, é apontado na investigação como um dos principais operadores da rede derrubada pelo Facebook.

Outro alvo das investigações é o também assessor Eduardo Guimarães, que também trabalha no gabinete de Eduardo e é investigado na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) das Fake News.

Já o vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ) reagiu ao desmonte do gabinete do ódio, afirmando que em seu twitter que toda campanha de fakenews nas eleições de 2018 era "verdade".

"Que tipo de mentiras seriam ditas para derrubar o PT nas eleições de 2018? Bastava apenas dizer a verdade vinda um povo cansado de ser violentado em todos os sentidos! Apenas mostrem! Lamentavelmente a atenção merecida sobre o assunto jamais foi dada! Falta de aviso nunca foi!", publicou no Twitter.

O senador Flávio Bolsonaro disse em nota que o governo Bolsonaro foi eleito com forte apoio popular nas ruas e nas redes sociais e, por isso, é possível encontrar milhares de perfis de apoio.

“Até onde se sabe, todos eles são livres e independentes”, disse a nota, acrescentando que, pelo relatório do Facebook, “é impossível avaliar que tipo de perfil foi banido e se a plataforma ultrapassou ou não os limites da censura”.

De acordo com o relatório do DRFLab, empresa especializada no combate à desinformação contratada pelo Facebook, outro que foi pego nas investigações foi o assessor especial da presidência da República, Tércio Arnaud Thomaz. Ele é um dos responsáveis pela administração de páginas como a “Bolsonaro Opressor 2.0” no Facebook e a "@bolsonaronewsss" no Instagram.

Segundo o relatório, a página @bolsonaronewsss é anônima, mas as informações de registro encontradas no código fonte confirmam que pertence a Tercio Arnaud. "O conteúdo era enganoso em muitos casos, empregando uma mistura de meias-verdades para chegar a conclusões falsas”, diz o relatório do DRFLab.

No Supremo Tribunal Federal

O cerco ao gabinete do ódio, milícia digital comandada pelos filhos de Jair Bolsonaro para espalhar mentiras e ataques a adversários políticos, pelo Facebook, vai servir também nas investigações sobre fakenews e ataques contra a democracia que vêm sendo conduzidas pelo Supremo Tribunal Federal, sob a relatoria do ministro Alexandre de Moraes. A oposição já requereu a Moraes que investigue a ligação de assessores do presidente Jair Bolsonaro, seus filhos e aliados com as contas falsas derrubadas pelo Facebook.

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