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Ricardo Maranhão: a fracassada venda da Embraer e o “veneno” da privataria de Paulo Guedes

Por Vanderlei Borges

O engenheiro Ricardo Maranhão diz que "o remédio (ou veneno?) de Paulo Guedes dá claros sinais de fracasso".

A reação de desapontamento do governo brasileiro, lamentando o fracasso na tentativa de vender a Embraer para a gigante americana Boeing, confirma que o Brasil vai continuar caminhando na contramão. Essa é a certeza do ex-deputado federal e conselheiro do Clube de Engenharia do Rio de Janeiro, o nacionalista Ricardo Maranhão, que afirma que o Brasil está indo na contramão de “uma onda avassaladora de reestatizações em todo o mundo”.

- Esse episódio (da desistência da Boeing) mostra bem como as nações ricas e as empresas dessas nações ricas, estimuladas pelo comportamento alienado e o complexo de vira-lata dos nossos governantes, tratam com pouco caso o Brasil, afirma Maranhão, que acredita que há no governo uma parte da ala militar que tem se mantido em silêncio mas não compactua com o projeto “vende tudo” do ministro da Economia Paulo Guedes e do secretário das Desestatizações, Salim, Mattar, a quem chama de “bandido”.

O governo Bolsonaro já vendeu mais de R$ 50 bilhões em ativos da Petrobras, de forma fatiada - “para não despertar atenção” (nas palavras de Salim Mattar) -, de gasodutos, fábricas de fertilizantes e até a BR Distribuidora (segunda maior empresa do País, atrás apenas da própria Petrobras), além de várias outras empresas e concessões.

Segundo Ricardo Maranhão, um estudo do TNI (Transnational Institute) registra mais de 900 empresas reestatizadas, nos últimos anos, em todo o mundo. O estudo mostra o fracasso das privatizações nos mais variados setores, e os motivos principais são a queda nos investimentos, má qualidade dos serviços e tarifas elevadas, ocasionando múltiplos prejuízos para os consumidores.

- Também por aqui o remédio (ou veneno?) de Paulo Guedes dá claros sinais de fracasso. Uma proposta démodé - fora de moda. Neste momento, o governo federal está encalacrado com o problema de diversas concessões de serviço público, como rodovias e aeroportos, que foram privatizados com investimento subavaliados e estão sendo devolvidas e sendo cobradas indenizações bilionárias ao Tesouro Nacional.

Para Ricardo Maranhão, que também é diretor da combativa Aepet (Associação dos Engenheiros da Petrobras), a “privataria” envolve “muita esperteza e falta de patriotismo”. Tudo que tem sido feito neste governo está na contramão da história e da realidade do mundo:

- A contramão, ademais, é autoritária. Um governo de índole democrática deveria seguir o exemplo do pequeno Uruguai, realizando um plebiscito - previsto na Constituição - consultando o povo sobre sua vontade e escolha do destino a ser dado ao patrimônio público. O governo Fernando Henrique Cardoso vendeu mais de 100 empresas, entre as quais a Companhia Vale do Rio Doce, na bacia das almas, sob a alegação de abater a dívida pública. Um ano depois, a Vale estava valendo cinco vezes mais, e no final do governo, a dívida do país foi multiplicada por mais de 10, fechando em quase R$ 1 trilhão - hoje já está em R$ 4,2 trilhões. Estamos vivendo tempos de entreguismo e total falta de patriotismo, apesar do governo predominantemente militar (ou de ex-militares) -, afirma.

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