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  • Da Redação

Rio tem alta de mortes de idosos em casa

O alto número de idosos entre os mortos durante a pandemia do novo coronavírus no estado e na cidade do Rio de Janeiro — 3 entre 4 óbitos por Covid-19 são de pessoas acima de 60 anos — levou os pesquisadores do Instituto de Comunicação e Informação em Saúde (Icict), da Fiocruz, a um estudo mais aprofundado. O levantamento, intitulado "O excesso de óbitos de idosos no Município do Rio de Janeiro analisados segundo o local de ocorrência", descobriu que o número de pessoas da terceira idade que morreram em casa ou em abrigos aumentou de forma preocupante, entre os meses de abril e junho.


Tomaz Silva / Agência Brasil

O total geral de morte de idosos, envolvendo todas as doenças, cresceu desde o início da epidemia, tanto no estado quanto na capital fluminense. Na comparação com o mesmo período no triênio 2017-2019, nos meses de abril a junho de 2020 morreram 36% mais idosos no estado e 57% no município. Já os óbitos em casa e em asilos aumentaram em 78% no município e 54% no estado. Hipertensão, tumores (câncer) e diabetes foram as principais causas de morte de pessoas da terceira idade em domicílio no município do Rio.


“O aumento expressivo do número de mortos em residências indica claramente falhas do no sistema de saúde e da assistência social, com carência de atenção oportuna e preventiva. O excesso de mortalidade entre as pessoas idosas fora dos hospitais (em UPAs, centros de saúde e mesmo nos domicílios) ocorreu por todas as causas. Nas causas infeciosas e parasitárias o excesso de mortes atingiu 702% no período estudado, muito provavelmente causado por Covid-19. Também cresceu muito o número de mortes em domicílio por causas mal definidas, quase 335%. Vários dados apontam para um quadro de desassistência, falhas no sistema de saúde e da assistência social e também na atenção preventiva”, comenta Dalia Romero, especialista em saúde pública do Gise/Icict/Fiocruz.


Ao todo, de abril a junho de 2020 morreram mais 9.215 idosos (pessoas com 60 anos ou mais) no Estado do Rio, em comparação com o mesmo período nos três anos anteriores. A maior parte desse excesso de mortalidade na terceira idade ocorreu na capital: 7.023 mais idosos mortos. Os bairros da cidade do Rio que, proporcionalmente, registraram maior aumento de óbitos de idosos foram Paquetá, Penha, Ramos, São Cristóvão, Zona Portuária, Centro, Lagoa, Rocinha e Guaratiba. Já os bairros de Méier, Madureira, Jacarepaguá, Bangu e Campo Grande tiveram o maior crescimento de morte de idosos em domicílio.


A hipertensão foi a maior causa de mortalidade entre os idosos no município de Rio de Janeiro, em 2020. Passou de uma média de 153 óbitos entre abril e junho do triênio anterior (2017-2019) para 364 óbitos em 2020 (excesso de 137%). Já as mortes por diabetes quase duplicaram no período: de 133 (2017-19) para 252 (2020), um crescimento de 89%.


“Tanto a hipertensão quanto a diabetes são causas consideradas evitáveis de mortalidade e internação. Como estudos já demonstraram, o aumento da cobertura da Atenção Primária à Saúde reduz a mortalidade por causas consideradas evitáveis”, diz a nota técnica.


Houve um aumento expressivo também no total de idosos mortos no domicílio por causas mal definidas: 334% a mais em 2020, na mesma comparação de meses com o triênio 2017-19.


“A falta de diagnóstico da causa básica do óbito desses 662 idosos pode estar relacionada com a carência de testes para Covid-19 e a falta de rede de atendimento adequada a casos graves”, afirma o estudo.


Segundo dados do Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM) disponíveis na página da Secretaria Estadual de Saúde, o Estado do Rio de Janeiro acumulou, até 31 de agosto, 16.735 óbitos por Covid-19, sendo 12.521 de pessoas idosas (74,8%). Já o município do Rio de Janeiro registrou 9.153 e 7.047 óbitos (77%), respectivamente. O alto percentual de mortes de idosos, entre outras razões, justifica análises que caracterizem as condições e desigualdade das mortes pelo novo coronavírus entre esse grupo etário.


*Fonte: Fiocruz.



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