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  • Da Redação

Rodrigo vai desapropriar 'Carandiru de Niterói"

Atualizado: Fev 22


Matéria de capa da edição 39 do TODA PALAVRA

Interditado por ordem do promotor de Justiça Luciano Mattos, titular da Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva de Defesa do Meio Ambiente e do Patrimônio Cultural do Núcleo de Niterói do Ministério Público em julho do ano passado, depois de denúncias do TODA PALAVRA sobre as condições insalubres e o risco de incêndio iminente, o condomínio Nossa Senhora da Conceição, no número 327 da Avenida Amaral Peixoto - conhecido como "Carandiru de Niterói" -, será desapropriado pela prefeitura de Niterói com o objetivo de servir a um projeto de moradia popular.

A informação foi dada pelo prefeito Rodrigo Neves nesta segunda-feira (17/02), durante a sessão de abertura dos trabalhos legislativos na Câmara de Niterói. Segundo ele, os três primeiros andares serão ocupados por repartições públicas da própria prefeitura, enquanto os demais dos 11 pavimentos do prédio servirão à moradia popular. O projeto, segundo o prefeito, já comunicado a Luciano Mattos, vem de encontro à ideia do próprio promotor, manifestada em entrevista exclusiva ao TODA PALAVRA após a desocupação do prédio. Ele havia dito ao jornal àquela época que a presença do poder público seria fundamental para devolver a dignidade aos ocupantes do edifício.

O TODA PALAVRA foi o único jornal a entrar, com sua reportagem à noite no edifício, já com a luz e a água cortadas pelos fornecedores, ambas com contas em atraso, mas no caso da energia sob a alegação da Enel de risco iminente de incêndio, devido às péssimas condições das instalações elétricas. Mesmo sob total escuridão, a reportagem do TP registrou o cenário de total degradação do edifício, com inundações provocadas por ligações clandestinas de água em vários andares e “gatos” de luz prenunciando uma tragédia iminente.

Além disso, o jornal recebeu relatos sobre assassinatos correntes, causados por disputas de facções criminosas rivais instaladas dentro do prédio, cujas vítimas eram retiradas à noite em sacos plásticos, em ocorrências passadas ao largo dos registros policiais. Muitos apartamentos se encontravam desocupados, mobiliados apenas com colchões imundos, que eram usados por consumidores de drogas.

Após a desocupação, a prefeitura passou a pagar um aluguel social de R$ 782,69 a 160 famílias consideradas aptas pela Secretaria Municipal de Assistência Social e Direitos Humanos a receber o benefício, de um total de 346 cadastros feitos por ex-moradores. Apenas os moradores que comprovaram ser proprietários dos imóveis foram contemplados, sendo que a maioria dos cadastrados eram inquilinos ou invasores.

Em seu discurso na Câmara, o prefeito prometeu oferecer um projeto digno de moradia popular:

“Vamos fazer naquele imóvel um grande projeto habitacional de interesse popular, dando maior dignidade àquele empreendimento. A prefeitura vai desenvolver um projeto arquitetônico para que as unidades sejam maiores. Hoje elas têm apenas 20 metros quadrados. Teremos também no prédio a presença de órgãos públicos nos primeiros andares”, disse Rodrigo Neves.

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