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Rogéria Bolsonaro: também, imóvel pago em espécie


Rogéria Bolsonaro, ex-mulher do presidente Jair Bolsonaro e mãe de Flávio, Eduardo e Carlos (Reprodução)

Os supostos esquemas de rachadinha nos gabinetes parlamentares da família Bolsonaro, uso de funcionários fantasmas e fartas compras de imóveis com altas somas de dinheiro vivo vêm de longe. Já em 1996, a primeira mulher do presidente Jair Bolsonaro e mãe de Carlos, Flávio e Eduardo, Rogéria Bolsonaro, comprou um apartamento em Vila Isabel, na Zona Norte do Rio, pagando em espécie o valor de R$ 95 mil, o que hoje seria de R$ 621 mil atualizado pela inflação. A compra se deu quando ela era vereadora, casada em regime de comunhão parcial de bens com o então deputado federal Jair Bolsonaro, segundo reportagem do Globo nesta terça-feira.

Rogéria Bolsonaro se prepara para voltar à política, novamente concorrendo a uma cadeira na Câmara Municipal do Rio de Janeiro, pelo Republicanos, mesmo partido do filho Carlos, atualmente vereador, que deve alçar novos voos na política. Para isso ele já tem um apartamento para morar em Brasília. O imóvel foi comprado à vista por R$ 470 mil e registrado em nome de sua mãe, Rogéria, segundo a revista Cruzoé publicou em 17 de julho último.

Rogéria foi a primeira integrante da família a ser inserida na política pelo então deputado Jair Bolsonaro, em 1992, quatro anos após ele ser absolvido por tribunal militar, acusado de ameaçar explodir bomas em quartéis, e três depois de ser eleito pela primeira vez para Câmara dos Deputados. Rogéria foi eleita duas vezes vereadora e cumpriu os mandatos entre 1993 e 2001, ano em que perdeu a cadeira e o filho Carlos foi eleito pela primeira vez, aos 17 anos. O casal se separou entre 1997 e 1998.

Rogéria Bolsonaro teve 66 assessores e, assim como o ex-marido e os filhos, também empregou diversas pessoas com algum grau de parentesco entre si. Ela empregou outras pessoas que depois conseguiram cargos para parentes nos gabinetes de Jair, Carlos e Flávio. É o mesmo padrão mostrado pelo Globo no ano passado, em reportagem que apontou os 102 assessores da família Bolsonaro que tinham laços familiares entre si.

Flávio também optou por usar dinheiro vivo para pagar por parte de um conjunto de 12 salas comerciais na Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio, em 2008. O valor pago à época em espécie foi de R$ 86,7 mil. Suas negociações imobiliárias são investigadas pelo Ministério Público do Rio, que aponta que o dinheiro supostamente obtido com a devolução dos salários dos assessores seria usado na compra de imóveis. Segundo as investigações, o hoje senador lavou R$ 2,27 milhões com compra de imóveis e em sua loja de chocolates.

Outra ex-mulher do presidente, casada com ele entre 1998 e 2008, que usou dinheiro vivo para ampliar o patrimônio imobiliário foi Ana Cristina Valle, que comprou, com Jair Bolsonaro, 14 imóveis, avaliados em R$ 3 milhões na data da separação — o equivalente hoje a R$ 5,3 milhões -, cinco dos quais foram comprados em dinheiro vivo.

Na última sexta-feira (7), extratos bancários revelaram que a primeira-dama Michelle Bolsonaro recebeu 26 cheques do ex-assessor parlamentar Fabrício Queiroz e de sua mulher, Márcia Aguiar no valor total de R$ 89 mil.



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