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  • Da Redação

Título do Liverpool reacende disputas na Inglaterra

Atualizado: Jun 28

Conquista dos Reds, após 30 anos, faz com que equipe encoste no número de títulos nacionais de seu maior rival, o Manchester United


Por Eduardo Gomes

Torcedores do Liverpool comemoram a conquista do 19º título inglês do clube em sua história. Foto: Agência Brasil.

1990. Ano em que o Liverpool havia conquistado seu 18º título inglês na história. Naquela ocasião, o time da terra dos Beatles era disparado o maior campeão nacional do país. Everton e Arsenal, com nove conquistas cada um, ocupavam o posto de maiores campeões depois dos Reds. Ou seja, a equipe vermelha de Liverpool tinha o dobro de conquistas de seus concorrentes. Seu maior rival, o Manchester United, aparecia "apenas" com 7 conquistas. Chelsea e Manchester City, equipes que nessa última década ganharam destaque na Terra da Rainha, tinham respectivamente uma e duas conquistas nacionais.


Desde então, muita coisa mudou no futebol inglês. A partir de 1992, o campeonato nacional passou por severas mudanças, inaugurando a Era da Premier League. E para surpresa de todos, o Liverpool nunca mais havia vencido a principal competição nacional do país. Foram trinta anos de espera para que o outrora maior campeão nacional, voltasse às conquistas na última quinta-feira (25), quando de forma unânime alcançou sua 19ª taça com sete rodadas de antecedência. Foi longa a espera, mas o gosto foi especial.


Nesses trinta anos, os torcedores dos Reds sofreram, é verdade. Viram o seu maior rival da cidade vizinha Manchester, o United, conquistar treze títulos da Premier League, sob comando de Alex Ferguson. Isso mesmo, treze! Títulos alcançados entre as temporadas 1992-1993 e 2012-2013, quando Sir. Alex Ferguson se aposentou e o United entrou em uma fase conturbada desde então. Nas fases de glória, os Red Devils conseguiram o que parecia impossível: se tornar o maior campeão nacional do país. A 18ª conquista do United veio em 2009, comandados por Cristiano Ronaldo. Em 2011, com um time liderado por um inspirado Wayne Rooney, ultrapassaram o Liverpool e alcançaram a 19ª taça. E chegaram ao vigésimo título em 2013, depois que de forma cirúrgica contrataram o holandês Robin Van Persie do também não menos grande e rival Arsenal, da capital Londres.


O cenário parecia ser de filme de terror: além de ver seu maior rival se tornar o maior campeão da Inglaterra, nesse meio tempo o Liverpool assistiu o Arsenal pular de nove para 13 títulos; o Chelsea que tinha apenas uma conquista em 1955, chegar ao hexacampeonato; e o Manchester City, até 2012 com duas taças levantadas, alcançar seus também seis títulos na atualidade. Além disso, viu o Leeds United, de Eric Cantona (que depois faria história no rival Manchester United entre 1992 e 1997), alcançar sua terceira taça em 1993, último campeonato antes da Era Premier League. Fora a conquista de equipes que, a priori, seriam entendidas como grandes "zebras", como o título do Blackburn Rovers de Alan Shearer, em 1995, que foi o terceiro da história do clube; e a inédita taça do Leicester City, de Jamie Vardy e companhia em 2016. Parecia que o gigante de Liverpool tinha adormecido. Mas temos que lembrar que os gigantes podem até tirar um cochilo, mas nunca deixarão de ser gigantes.


Para explicitar a grandeza do Liverpool, é válido destacar que a equipe não ficou "parada" e sem conquistas nesses trinta anos. Pelo contrário, continuou disputando e vencendo competições gigantes. Alcançou dois títulos da UEFA Champions League, principal competição de futebol do continente europeu (e considerada, também, a melhor competição de futebol do planeta): primeiramente em 2005, onde liderados por Steven Gerrard alcançaram uma das maiores viradas da história das finais de Champions, contra o não menos gigante Milan; e depois no ano passado, onde com a base do elenco atual, liderados por Salah, Mané, Van Dijk e companhia, levantaram a sexta taça da Champions na história da equipe, o que faz dos Reds o clube inglês com o maior número de títulos dessa competição na história, estando em segundo lugar exatamente o rival Manchester United, com a metade das taças conquistadas pelos vermelhos de Liverpool. Além dos dois títulos alcançados nesses trinta anos na maior competição europeia, o Liverpool ainda disputou outras duas finais do torneio: em 2007, quando perdeu para o mesmo Milan que havia vencido nos pênaltis em 2005; e 2018, quando perdeu para o Real Madrid de Cristiano Ronaldo, antes desse se despedir da Espanha rumo à Turim para jogar pela Juventus.


Além da Champions, outras conquistas nesses trinta anos merecem destaque e explicitam como, mesmo sem ganhar o principal título nacional, o Liverpool em nenhum momento deixou de ser gigante. Em 2001, a equipe venceu a Copa da UEFA, atual Liga Europa, garantindo assim a terceira taça da competição na história do clube. Esse título ainda valeu uma Bola de Ouro à Michael Owen, concedida no mesmo ano pela revista France Football ao "Golden Boy" de Liverpool. Para completar os títulos europeus nesses trinta anos, a equipe também alcançou as glórias da Supercopa da Europa em 2001 (ao vencer o então campeão da Champions, Bayern de Munique, por 3x2), 2005 (ao vencer por 3x1 o CSKA Moscou, campeão da Copa da UEFA daquele ano) e 2019 (onde, depois de um empate por 2x2, derrotou nos pênaltis o também inglês Chelsea, então campeão da Liga Europa).


Para fechar com chave de ouro as conquistas internacionais nesse longo período, em dezembro de 2019 o Liverpool alcançou um título inédito em sua rica prateleira de troféus: a Copa do Mundo de Clubes FIFA. Mesmo tendo vencido outras cinco Champions League anteriormente, o Liverpool nunca havia conquistado o título mundial, seja na versão FIFA ou na Copa Intercontinental disputada até 2004. Na até então última vez que havia disputado a competição, em 2005, tinha sido derrotado pelo São Paulo por 1x0, com gol de Mineiro e histórica atuação de Rogério Ceni. 2019 foi diferente. A equipe de Jürgen Klopp venceu o ótimo time do Flamengo por 1x0 na prorrogação e garantiu a taça. Jogo difícil contra a muito bem armada equipe de Jorge Jesus, mas que garantiu a inédita taça para os Reds, em cima do mesmo time que os haviam vencido em 1981, então comandados por Zico, Nunes e companhia.


Os títulos internacionais em abundância nesses trinta anos, já seriam suficientes para demonstrar que o jejum nacional não diminuiu em nada o tamanho do Liverpool, que continuou sendo gigante mesmo em tempos mais difíceis na competição da Terra da Rainha. Mesmo não tendo tido a melhor sorte na Premier League de 1991 à 2019, é válido destacar que o clube alcançou, entretanto, conquistas em outras competições inglesas. O Liverpool foi campeão da FA Cup (Copa da Inglaterra), competição de futebol mais antiga do mundo, em 1992, 2001 e 2006; da Copa da Liga Inglesa em 1995, 2001 (ano em que venceu três títulos, com as também já citadas Copa da UEFA e FA Cup), 2003 e 2012; e da Supercopa da Inglaterra em 1990, 2001 e 2006. Ou seja, de longe a equipe não deixou de ser vitoriosa, tanto nacionalmente quanto internacionalmente. Mas faltava algo a mais, a cereja do bolo...


E essa cereja do bolo veio na última quinta-feira. Vencer o Campeonato Inglês pela 19ª vez (a primeira na Era Premier League) reacendeu a chama de conquistas nacionais desse gigante que, como explicitado aqui hoje, em nenhum momento teve seu tamanho diminuído. Pelo contrário, esse "jejum" só valorizou ainda mais a conquista alcançada. Agora, a chama da disputa com seu maior rival, o Manchester United (que não vence a Premier League desde 2013), está novamente acesa. Nesse momento, os Reds possuem apenas um título a menos que o United. Se depois de 1990, o então time de Alex Ferguson conseguiu "tirar" uma diferença de 11 conquistas a mais que tinha o Liverpool, alguém duvida que na fase atual, a equipe de Jürgen Klopp poderá brigar para novamente se tornar o maior campeão inglês? Eu não tenho dúvidas que condições para alcançar tal feito, a equipe de Mané, Salah, Firmino, Henderson e Van Dijk, possui de sobra. E se um improvável despertar do outro gigante em Manchester ocorrer na próxima temporada, buscando "bater de frente" com os Reds para evitar essa "perda" de hegemonia, quem sairá ganhando somos nós espectadores, que poderemos novamente presenciar a disputa de títulos por dois dos maiores clubes do planeta!


Segue o baile na Terra da Rainha! E viva os Reds!


Como dizem seus fanáticos e fiéis torcedores: "You'll Never Walk Alone"!

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