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  • Da Redação

Tráfico de animais ameaça biodiversidade no Brasil

“A captura abrangente e descontrolada de animais e plantas silvestres para o tráfico está trazendo graves consequências à biodiversidade brasileira, à economia nacional, ao Estado de Direito e à boa governança”. A conclusão é do relatório "Wildlife Trafficking in Brazil", sobre o tráfico ilegal de animais silvestres na Amazônia, elaborado pelas organização britânica Traffic. Segundo o levantamento, de autoria de Juliana Machado e Sandra Charity, milhões de espécies, algumas ameaçadas de extinção, são capturadas e vendidas ilegalmente para diferentes estados brasileiros e também para o exterior.



Onças pintadas atraem compradores no mercado ilegal / Agência Brasil

São aves, tartarugas, mamíferos e peixes tropicais que seguem a rota clandestina para os Estados Unidos, Europa, China e Oriente Médio, ntre outros pontos do planeta. Alvos de apreensão das autoridades, os pequenos contrabandistas de animais muitas vezes são presos e condenados, mas os líderes desse comércio milionário raramente são pegos pela polícia.


De acordo com ambientalistas, o comércio internacional ilícito é facilitado por leis e penalidades fracas, manutenção inadequada de registros governamentais, falta de fiscalização mais ampla, aplicação ineficiente da lei, além de corrupção generalizada, suborno, fraude, falsificação, lavagem de dinheiro e contrabando.


Segundo o relatório, o tráfico de animais silvestres causa prejuízos à fauna, interfere na cadeia alimentar das espécies, dizima ecossistemas e afeta o equilíbrio ambiental como um todo, colocando a saúde pública em risco. Os pesquisadores lembram que o comércio de animais silvestres e seu consumo podem, inclusive, ter desencadeado a pandemia de Convid-19.


Espécies em risco


O Brasil abriga 60% do bioma Amazônia e tem grande parte da riqueza da biodiversidade do planeta, com mais de 13% da vida animal e vegetal do mundo. Os animais mais retirados ilegalmente de seu habitat são as tartarugas fluviais, peixes (ornamentais e frutos do mar) e aves.


Existe ainda um forte mercado interessado nas onças-pintadas e suas partes, como patas, crânio, presas e pele, especialmente para decoração. É frequente também o comércio ilegal de carne de animais como capivara, paca, anta, veado e porco-queixada. A carne selvagem ilegal também é vendida nacionalmente e por meio das fronteiras locais, especialmente na tríplice fronteira do Brasil, Peru e Colômbia.



Pássaros brasileiros estão entre os mais vendidos por traficantes internacionais / Agência Brasil

Canários-da-terra e outros pássaros, incluindo araras e papagaios raros, são capturados, traficados e vendidos como animais de estimação. Alguns são leiloados para se tornar futuros competidores em concursos de aves. Peixes ornamentais destinados a aquários domésticos também são retirados da Amazônia, entre eles o tetra-azul e o tetra-cardeal. O pirarucu, um dos maiores peixes de água doce do mundo, é capturado ilegalmente na natureza, misturado em meio a espécimes criados em cativeiro e enviado para os Estados Unidos, driblando a fiscalização.


Recomendações


Entre as principais recomendações do relatório às autoridades brasileiras estão o desenvolvimento de uma estratégia de combate ao tráfico de animais silvestres e a melhora na qualidade de coleta de dados, gestão e compartilhamento dessas informações entre as instituições. A má gestão de dados, segundo o texto, compromete os esforços existentes das já sobrecarregadas forças policiais, além de subestimar o impacto do tráfico de animais.


“Um círculo vicioso esconde o tráfico ilegal de animais silvestres no Brasil. A falta de dados faz com que as ações de fiscalização e combate sejam relegadas, resultando em menos dados a serem coletados. Em última análise, é um ciclo vicioso que tem impactos graves e duradouros nos esforços locais de conservação, na economia e para o Estado de Direito”, disse Juliana Machado.


*Com informações da Agência Brasil.

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