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UFF estuda insalubridade para todo pessoal do HUAP


Mais de 300 funcionários já recebem a gratificação máxima de insalubridade, mas outros 500 esperam ter o benefício

Reunido nesta quarta-feira (02/9), o Conselho Universitário da Universidade Federal Fluminense (CUV-UFF) - órgão máximo de deliberação universitária - determinou que uma comissão técnica da Coordenação de Atenção Integral à Saúde e Qualidade de Vida (CASQ) envie à Reitoria, dentro de um prazo de 15 dias, um parecer sobre a concessão de grau máximo de insalubridade a todos os funcionários - efetivos e contratados - do Hospital Universitário Antônio Pedro, em razão dos elevados índices de contaminação pela Covid-19 nas dependências da unidade.

Segundo informações do Sindicatos dos Trabalhadores em Educação da UFF (SINTUFF), cinco funcionários já morreram, vítimas do novo coronavírus, sendo três auxiliares de enfermagem, uma auxiliar de nutrição e uma médica. Não há números precisos sobre o total de infectados, mas o laudo de uma vistoria do Cremerj com data de 18 de maio atesta que, até aquela data, o número de médicos infectados pela Covid-19 já era de 31, sem relatar, porém, a incidência da doença entre os funcionários das áreas de enfermagem e administrativa.


Todo hospital está vulnerável

Mais de três meses já se passaram desde a vistoria do Cremerj e, apesar da falta de estatísticas oficiais, funcionários do hospital e representantes do SINTUFF afirmam que os níveis de contaminação continuam muito elevados. Em ofício dirigido no dia 27 de maio ao reitor Antonio Cláudio Nóbrega, o Diretor-Superintendente do HUAP, Tarcísio Rivello, admite a possibilidade de haver contaminação indiscriminada em todas as áreas do hospital.

Ele afirmou no documento que, “apesar de todas as medidas de controle adotadas para proteção dos profissionais, o trânsito intra-hospitalar de pacientes necessário para a realização de procedimentos diagnósticos (tomografia, biópsias, exames endoscópicos), a mudança de locais de internação e procedimentos cirúrgicos tornaram todos os setores hospitalares vulneráveis a infecção pela Covid-19, desenvolveu o fluxo cruzado de pacientes e profissionais de saúde”.

No mesmo ofício, Tarcísio Rivello enviou uma relação de todos os profissionais assistenciais do hospital “para as devidas providências na revisão do grau de insalubridade”. Inicialmente o grau máximo de insalubridade foi concedido pela Reitoria da UFF para 336 profissionais que teriam contato direto com pacientes com Covid. No entanto, diante do quadro exposto pelo diretor do hospital, o SINTUFF reivindica a concessão do auxílio para mais 455 profissionais da área de saúde, além de dezenas de trabalhadores administrativos.

Com base no ofício do diretor do HUAP para a Reitoria da UFF, o vereador Paulo Eduardo Gomes (PSOL), presidente da Comissão de Saúde da Câmara Municipal, oficiou na segunda-feira o Ministério Público do Trabalho, solicitando a investigação e a possível adoção de medidas legais cabíveis em relação à falta de concessão da insalubridade máxima para todos os trabalhadores do hospital.

No ofício dirigido ao procurador Maurício Guimarães de Carvalho, o parlamentar pede que sejam “tomadas iniciativas a fim de garantir a apuração dos fatos e a consequente adoção das medidas administrativas e judiciais cabíveis, com a fiscalização do cumprimento da legislação trabalhista e, preferencialmente, com a exigência de que a Reitoria da UFF e a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (EBSERH) atuem emergencialmente para impedir os crescentes impactos à saúde dos trabalhadores, em defesa dos interesses coletivos e dos direitos sociais constitucionalmente garantidos”.


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