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Wassef aproximou Kassio Nunes da família Bolsonaro

Atualizado: Out 7


Desembargador Kassio Nunes Marques, escolhido pelo presidente Jair Bolsonaro para o Supremo (Reprodução)

Ficam mais claras a origem e as motivações do nome do desembargador Kassio Nunes Marques escolhido pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) para a vaga que vai abrir para o Supremo Tribunal Federal (STF) com a aposentadoria do decano Celso de Mello na próxima terça-feira (13).

Em conversas reservadas, ministros do Supremo Tribunal Federal chegaram ao mesmo denominador comum para a origem do nome junto à família Bolsonaro: o advogado Frederick Wassef.

Antes de cair publicamente em desgraça com a prisão de Fabrício Queiroz em sítio de sua propriedade em Atibaia, Wassef ajudou a trabalhar o nome de Kássio Nunes para a vaga que vai abrir também para o Superior Tribunal de Justiça (STJ), segundo revela o jornalista Gerson Camarotti, no G1.

No meio político, já se sabia que Kassio Nunes estava em campanha para ser ministro do STJ. Foi o que tornou o desembargador próximo do senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ).

Na sequência dos fatos, o próprio Flávio Bolsonaro apresentou Kassio Nunes ao presidente Jair Bolsonaro. Nesse encontro, também estava Wassef.

Depois disso, Wassef deixou de ser advogado da família Bolsonaro.

A relação de Kassio Marques com a família Bolsonaro, porém, permaneceu forte. Foi o que levou o desembargador a ser escolhido para a vaga de ministro do STF, segundo a publicação do G1.

Procurado pela imprensa, Wassef disse que não irá comentar o tema. Kassio Marques também foi questionado e não se pronunciou. Pessoas próximas aos dois confirmaram que o encontro entre Wassef e o futuro ministro ocorreu quando a vaga ao STF ainda não estava em discussão.

Amplos interesses

Segundo matéria da Folha de S. Paulo no último domingo, a escolha de Kassio Nunes pode assumir papel decisivo no movimento contrário aos métodos da Lava-Jato e que prioriza a presunção de inocência dos investigados.

O indicado por Bolsonaro deve herdar processos que incluem a investigação contra o próprio presidente, por supostas interferências na Polícia Federal, além do caso da rachadinha que envolve o senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) e o ex-assessor dos Bolsonaros, Fabrício Queiroz. Se o Supremo confirmar o foro especial para Flávio Bolsonaro, a tese de anulação das provas colhidas durante a investigação da rachadinha vai ganhar força.

Perfil conservador

Kassio Nunes tem um passado de estudos no Colégio de Padres Diocesano São Francisco de Sales, em Teresina (PI). Outra identidade com o bolsonarismo: Kassio é um “CAC” – isto é, portador de “CR” (certificado) de Colecionador, Atirador e Caçador Esportivo, e possui duas pistolas (calibres 380 e 9 milímetros) em sua coleção. O próprio Bolsonaro confirmou a um seguidor no Twitter que seu candidato é um CAC - "ele é CAC", escreveu o presidente.

Agora é "com o Congresso"

De acordo com a jornalista Amanda Almeida, no Globo, Kassio Nunes disse a um grupo de senadores que cabe ao Congresso resolver a questão sobre prisão em segunda instância.

Em resposta ao senador Marcos do Val (Podemos) em uma videoconferência, Nunes reconheceu que já havia defendido a possibilidade do cumprimento de pena após condenação em segunda instância - como no caso da prisão do ex-presidente Lula. Porém, assinalou que agora a bola está com o Congresso.

"Eu sou da natureza de juiz daqueles que respeita a decisão do Parlamento. O que o parlamento decidir será aplicado", pontuou.

Sabatina no Senado

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado marcou a sabatina do desembargador para o dia 21 de outubro.

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