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Witzel afirma que a missão de Cabral é privatizar a Cedae

Atualizado: Fev 16


Ao desmentir na tarde desta quinta-feira (30/01) os boatos sobre a demissão do presidente da Cedae, Hélio Cabral, o governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, confirmou que a missão dele no cargo é preparar a companhia para a privatização. Oriundo do mercado financeiro, Hélio Cabral fazia parte do conselho da Samarco por ocasião do rompimento da barragem de Sobradinho e é um dos acusados pela morte de 19 pessoas na tragédia de Mariana.

Rumores sobre o seu afastamento aumentaram hoje, quando se cogitou, inclusive, o nome de Paulo Rabello de Castro, também do mercado financeiro (é ex-presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social e responsável pelo modelo de privatização da Cedae apresentado em 2017), para assumir o cargo. Esses boatos ganharam força depois que o TODA PALAVRA publicou em primeira mão a denúncia de que partiu do próprio presidente da Cedae a ordem que resultou na contaminação da água fornecida à população carioca pela geosmina.

No entanto, Witzel disse que o dirigente permanecerá à frente da empresa pelo fato de estar fazendo um bom trabalho com vistas à privatização da Cedae, cujo leilão está previsto para ser lançado em outubro deste ano.

"A missão do Hélio é tornar a companhia eficiente para tornar o leilão de outubro atrativo e ele iniciou um processo de organização. O Hélio vem fazendo esse trabalho. Na avaliação do conselho, o conselho de administração tem avaliado positivamente", disse Witzel em entrevista coletiva no Palácio Guanabara.


A declaração revoltou sindicalistas que pedem a demissão de Hélio Cabral por incompetência e lutam contra a privatização da Cedae. O presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Purificação e Distribuição de Água e em Serviços de Esgotos de Niterói, Ary Girota, lembrou o compromisso assumido por Witzel na campanha de não privatizar a companhia:

“Ele não foi eleito pela população do Rio de Janeiro para privatizar a Cedae e muito menos com um discurso de privatização da Cedae. Por reiteradas vezes ele reafirmou em campanha que não privatizaria a Cedae. Isso está fartamente documentado. Queremos crer que ele, que agora se coloca como candidato à presidência da República, é um homem de palavra e que não vai voltar atrás na sua palavra”, disse Giroto ao TODA PALAVRA.

Nesta quinta-feira também terminou o prazo dado pelo governador para que a qualidade da água do Guandu voltasse ao normal. Mas, diante do fato de permanecerem saindo das torneiras o gosto e o odor característicos da geosmina, Witzel se esquivou, dizendo que não era químico para garantir que os tratamentos anunciados com carvão ativado e com argila funcionassem.

- Queria perguntar se já é possível saber quando a geosmina sai da água e quando a água deixa de ter sabor e odor anormal - perguntou uma repórter.

- Eu não sou químico, vou perguntar pra eles - respondeu Witzel.

- O senhor, na semana passada, deu um prazo - replicou a jornalista.

- Eu não, foi um químico - disse o governador. - Eu só reproduzi o que ele falou.

- Ele deu algum novo prazo e alguma nova resposta a respeito?

- Vou perguntar a ele - concluiu o governador.


Cabral se esquiva


Na quarta-feira Hélio Cabral falou para membros do Conselho Estadual de Recursos Hídricos e disse que o estado não tem dinheiro para fazer o que chamou de “universalização do esgoto”, na verdade, a instalação de saneamento, coleta e tratamento de esgoto em todo território fluminense com o fim de despoluir sobretudo os rios e mananciais de captação de água para o consumo da população, como o Guandu.

Abordado pelo repórter da rádio Band News FM, que replicou em seu noticiário a denúncia do TODA PALAVRA contra o dirigente, ele não respondeu porque teria ignorado protocolos adotados pela companhia há mais de 30 anos e ordenado que a captação de água pelo sistema do Guandu continuasse mesmo com a presença de um grande volume de algas, responsáveis pela produção da geosmina.

Contudo, para os representantes dos sindicatos que se opõem à privatização da Cedae, a explicação está na própria declaração do governador sobre a missão de Hélio Cabral - preparar a companhia para ser vendida. O Sindicato dos Engenheiros no Rio de Janeiro também acusa o dirigente de incompetência para o exercício do cargo e está pedindo na Justiça o seu afastamento por incúria.


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