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'É uma vitória do estado brasileiro', diz Lewandowski sobre caso Marielle


Em entrevista neste domingo (24) em Brasília, após a Operação Murder Inc. que prendeu suspeitos de serem mandantes do assassinato da vereadora Marielle Franco, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, afirmou que o resultado "é uma vitória do estado brasileiro".


"É extremamente significativo, é uma vitória do estado brasileiro, das nossas forças de segurança do país em relação ao combate ao crime organizado", afirmou o ministro.


"Neste momento temos bem claro os executores desse crime odioso, hediondo, por ser crime de natureza política", disse ainda.

Ao lado do ministro, o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Passos afirmou que a relação entre o delegado Rivaldo Barbosa e os irmãos Brazão para interferência na investigação do caso Marielle já existia antes do crime.


"Antes do crime, havia uma relação indevida dele para desviar, o inquérito que apurou, o foco da investigação para os verdadeiros mandantes do crime", atestou Passos.


Andrei Passos também afirmou que intermediários do assassinato da vereadora foram mortos como queima de arquivo nos últimos seis anos.


"Intermediários foram assassinados no intercurso de seis anos", disse o diretor-geral. Um deles foi Edmilson Oliveira da Silva, o Macalé, que foi executado em novembro de 2021. Macalé é apontado pelas investigações como um elo entre os mandantes e o ex-PM Ronnie Lessa, executor de Marielle.


Com as prisões, a PF encerrou a apuração sobre os mandantes, intermediários e executores do crime. "Isso mostra que o crime organizado não terá sucesso no nosso país porque temos uma polícia forte, efetiva e as forças de segurança", disse o ministro da Justiça.


Sobre os nomes e elementos cravados serem os únicos, Lewandowski diz que novos elementos podem, sim, surgir.


"É claro que podem surgir novos elementos que levarão eventualmente a um relatório complementar da Polícia Federal. Mas neste momento, os trabalhos foram dados como encerrados", disse o ministro.


Construções de milícia por trás do crime

A PF realizou neste domingo a operação Murder Inc., com a prisão do deputado federal Chiquinho Brazão (União Brasil-RJ), o conselheiro do Tribunal de Contas do Estado do Rio (TCE) Domingos Brazão e o delegado Rivaldo Barbosa, ex-chefe da Polícia Civil no Rio. A ação foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF)


Além das três prisões, foram expedidos 12 mandados de busca e apreensão na sede da Polícia Civil do Rio e no TCE. Os agentes apreenderam documentos e levaram eletrônicos para perícia, uma vez que os investigadores ainda trabalham para definir a motivação do crime. Até o momento, de acordo com a apuração, a motivação está relacionada com a expansão territorial da milícia no Rio de Janeiro.


A inteligência da polícia indicava que eles já estavam em alerta nos últimos dias, após o Supremo ter homologado a delação premiada do ex-policial militar Ronnie Lessa, preso desde 2019, sob acusação de ser um dos executores do crime.


Segundo Lessa, os mandantes do crime integram um grupo político poderoso no Rio de Janeiro com vários interesses em diversos setores no estado. Em sua delação, o assassino da vereadora deu detalhes de encontros com os supostos mandantes e ofereceu indícios sobre as motivações.


De acordo com a Polícia Federal, a vereadora foi morta por ser vista como obstáculo aos interesses da milícia relacionados à grilagem de terra e construção ilegal de imóveis na Zona Oeste do Rio. E ainda por ela ter incentivado a população local a não adquirir imóveis da milícia.


De acordo com o Globo, no despacho que autorizou a prisão dos irmãos Brazão, o ministro Alexandre de Moraes afirmou que a "divergência política em relação à regularização fundiária de condomínios da Zona Oeste do Rio" está por trás do crime.

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