Bolsonaro cidadão niteroiense?


Cidade onde nasceu o primeiro partido socialista do Brasil e o Partido Comunista Brasileiro, Niterói pode ter em breve o deputado federal Jair Bolsonaro (PSC-RJ), líder da ultradireita e defensor da ditadura militar de 1964, como um de seus ilustres cidadãos. O projeto de decreto legislativo 00061/2017, que concede a Bolsonaro o título de cidadão niteroiense, de autoria do vereador Carlos Jordy (PSC), será lido na sessão de hoje (29) da Câmara Municipal, devendo entrar na pauta de votação nos próximos dias.

Embora tenha feito carreira política no Rio, Bolsonaro é natural de Campinas, São Paulo, e quando esteve em Niterói, no ano passado, a convite do então candidato a vereador Carlos Jordy, foi alvo de hostilidades e manifestações de repúdio em frente ao Clube Português, onde faria uma palestra. Durante os dias que precederam a visita, uma intensa mobilização, organizada através das redes sociais, produziu um manifesto e atos de repúdio à vinda do deputado.

Em sua justificativa ao projeto, Carlos Jordy cita apenas o repasse de recursos para a compra de ambulâncias e equipamentos hospitalares para a Policlínica Militar, no Fonseca, como exemplo das "benfeitorias" realizadas por Bolsonaro para a cidade de Niterói. O restante das três páginas de justificativa se dedicam à biografia do candidato a cidadão niteroiense, onde pontuam suas atuações na Câmara dos Deputados contra a campanha do desarmamento e pela proibição das cartilhas destinadas pelo MEC às escolas do ensino fundamental, classificadas por ele de “Kit Gay”.

O vereador Leonardo Giordano (PC do B), que moveu - e ganhou em primeira instância - uma ação contra Bolsonaro, junto com o Grupo Diversidade Niterói, disse que a iniciativa de Jordy "apequena a Câmara de Niterói". Bolsonaro foi condenado nessa ação a pagar R$ 150 mil, por danos morais, ao FDDD (Fundo de Defesa dos Direitos Difusos), do Ministério da Justiça, por emitir opiniões homofóbicas no programa CQC, da TV Bandeirantes. O deputado recorre da decisão.

- É lamentável que uma pessoa que foi condenada na ação que movemos por homofobia e que é réu no Supremo Tribunal Federal por dizer à deputada Maria do Rosário que só não a estupraria porque ela não valia a pena, seja considerada digna de qualquer tipo de homenagem. Sobretudo em Niterói, onde a ditadura que ele defende prendeu duas mil pessoas no Caio Martins - lembrou Giordano.

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