Biblioteca reabre as portas


Fechada desde o final do ano passado, a Biblioteca Pública de Niterói, que possui em seu acervo um valioso conjunto de obras sobre história fluminense, reabre finalmente suas portas ao público. A partir de hoje as centenas de pessoas que têm o hábito de frequentar um dos mais importantes templos do saber do Estado do Rio já podem voltar à rotina de consulta aos livros. Um acordo para a municipalização das operações administrativas e bibliotecárias do prédio, firmado entre a Prefeitura de Niterói e a Secretaria de Cultura do Estado, responsável pela instituição, garantiu o retorno das atividades.

O acordo também foi recebido com alivio pelos membros da Academia Fluminense de Letras, cujo centenário vem sendo comemorado este ano. A AFL, que ocupa o segundo pavimento do prédio, cuja posse lhe foi atribuída por decreto do governador Feliciano Sodré, é a mais antiga instituição acadêmica fluminense e foi declarada como a academia oficial do estado por lei do deputado Waldeck Carneiro aprovada este ano pela Assembleia Legislativa.

A crise administrativa das quatro bibliotecas-parque estaduais - a do Centro do Rio, a de Niterói, a de Manguinhos e a da Rocinha, atribuída à derrocada econômica fluminense, é o resultado da administração corrupta de Sérgio Cabral, que onerou drasticamente a administração desses equipamentos ao terceirizar as suas administrações por intermédio das chamadas Organizações Sociais. Com o estado incapaz de honrar seus compromissos, o Instituto de Desenvolvimento e Gestão, OS contratada para administrar as unidades, suspendeu seus trabalhos. E, para que não fechassem as portas, as prefeituras do Rio e de Niterói se responsabilizaram, em fins de 2015, a assumir a conta das bibliotecas.

Ao final do ano passado, sem uma decisão do governo municipal em renovar o compromisso, a PBN fechou as portas. A prefeitura anunciou, no início do ano, que manteria a biblioteca aberta, mas isso só aconteceu agora e, mesmo assim, com a condição da municipalização das operações, a fim de reduzir os custos de manutenção. Durante todo o ano de 2016 até fevereiro de 2017, de acordo com a prefeitura, os repasses mensais para o governo do Estado somaram R$ 2,37 milhões. Agora, pelo novo modelo, o município diz que terá uma despesa de R$ 1,7 milhão por ano até 2020.

A BPN vinha recebendo, em média, 400 visitantes por dia e 8 mil usuários por mês. Seu acervo conta com mais de 60 mil itens, incluindo livros, jornais, revistas, enciclopédias, biografias, DVDs, músicas digitalizadas, livros e equipamentos em Braile. No local, há exibições individuais de filmes, saraus de poesia, shows musicais e leituras dramatizadas.

Estiveram presentes ao ato de assinatura do acordo na tarde de ontem o presidente da AFL, Waldenir de Bragança, o prefeito Rodrigo N., e os secretários estadual e municipal de cultural, André Lazaroni e Marcos Gomes, respectivamente.

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