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Roubos dobram em dez anos

September 21, 2017

 

Matéria de capa da edição impressa se setembro do jornal TODA PALAVRA

 

Houve um tempo em que a alegria e a cordialidade eram marcas registradas de Niterói. A celebração dos encontros nas ruas, quase sempre em caminhos convergentes para as barcas - transporte obrigatório antes da ponte para a maioria da população, que trabalhava no Rio -, deu origem ao título de "Cidade Sorriso".

 

Hoje a alegria deu lugar ao medo. As pessoas caminham apressadas, desconfiadas e inseguras, quando não se escondem dentro de suas casas ou atrás dos vidros escuros dos automóveis. A razão é a escalada da violência nos últimos anos, atribuída por muitos ao projeto malogrado das Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs), implantado pelo governo do estado no Rio na tentativa de conter a criminalidade para receber os milhares de visitantes durante os grandes eventos recentes, como Copa do Mundo e Olimpíadas.

 

Coincidência ou não, os números da violência explodiram do outro lado da baía, com a transferência constatada pela polícia de bandos inteiros de criminosos do Rio para Niterói. Em dez anos, o número de roubos na Grande Niterói – que incluiu São Gonçalo e Maricá – duplicou, segundo o Instituto de Segurança Pública, passando de 14.319 em 2007 para 29.540 em 2016.

 

Poucas são as famílias que não têm ao menos uma vítima da violência em sua casa. No comércio, o número de estabelecimento roubados pulou de 575 para 1.213 no mesmo período; os roubos de veículos explodiram, de 2.656 para 6.301; roubos de cargas triplicaram, de 254 para 862; os roubos a transeuntes também quase triplicaram, de 6.836 para 15.138; os roubos a celular quadruplicaram, de 811 para 2.467.

 

O medo trouxe mudanças visíveis nos hábitos dos niteroienses. Estabelecimentos tradicionais da cidade mudaram horários de funcionamento em função da violência. O Ponto Jovem, na Rua Miguel de Frias, que de quinta-feira a domingo funcionava 24 horas, agora está fechando no início da madrugada e criou um serviço de delivery para atender os fregueses notívagos. Lojas de conveniências, como a do posto Shell do Largo do Marrão, que também funcionavam a noite toda, agora fecham as portas à meia-noite.

 

As mudanças não ficam restritas a bares e lanchonetes. Clubes, como os da Estrada Fróes, que nos finais de semana reuniam seus sócios até de madrugada, agora fecham por volta das 22h e até mesmo as festas estão terminando mais cedo, segundo relatos de vários promoters, que identificam nos convidados o medo de voltar tarde para casa.

 

Mas o medo não se limita à Zona Sul. O Centro se transformou em uma das áreas de maior insegurança da cidade. A maioria dos comerciantes baixam as portas até as 19h na Avenida Amaral Peixoto, principal via da região, tomada à noite por marginais, prostitutas, que se espalham sob as marquises.

 

Leia também na edição digital completa do TODA PALAVRA:

 

- Psicanalista confirma mudanças e doenças comportamentais

- População votará sobre armar a guarda

- Niterói inaugura os seus portais de segurança

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