O mercado imobiliário faz leis


“O mercado imobiliário de Niterói constrói as leis que lhe interessam”, afirmou o vereador Paulo Eduardo Gomes, que também se absteve na votação do Plano Diretor, ao fazer extenso relato sobre as relações da Câmara de Vereadores, dos prefeitos e dos empresários do setor imobiliário ao longo dos anos. Paulo argumentou que a atual discussão está anos atrasada porque o Plano Diretor instituído em 1992 pelo então prefeito Jorge Roberto Silveira, ouvidos os empresários do setor, deveria ter sido atualizado em 2002 – quando Jorge Roberto governava novamente a cidade -, mas isto não foi feito.

“Esta atualização está se dando agora e desta forma que estamos vendo”, criticou, alertando que aprovar textos legais na Câmara sem estarem fechados é arriscado e lembrou o episódio ocorrido quando o hoje deputado e vice-prefeito, Comte Bittencourt, “por meio nada republicano”, alterou decisão votada em plenário, permitindo a construção de prédios “de forma fraudulenta” na Estrada Fróes, em São Francisco.

Sobre o projeto, explicou que em 2002 lutou em plenário, como vereador, para que o Plano Diretor da cidade fosse atualizado, mas o prefeito Jorge Roberto fugiu da discussão preferindo criar planos urbanísticos alinhados com os empresários da construção civil, abrangendo áreas específicas da cidade e não o município inteiro. “Naquela época, naquela discussão, fui voto vencido pela maioria fiel ao prefeito, da qual fazia parte o atual prefeito Rodrigo Neves”. Segundo ele, Jorge acabou optando por tocar planos urbanísticos – como o que fez para a orla da Baía de Guanabara.

Paulo Eduardo fez questão de reforçar as críticas feitas por colegas às omissões do atual Plano Diretor, especialmente as relacionadas à orla da Lagoa de Itaipu, a anunciada construção de um shopping center na Avenida Roberto Silveira e de um hotel de luxo, exatamente sobre o antigo espelho d’água de Itaipu. Criticou também a recente autorização da prefeitura para “o adensamento vertical” de Pendotiba, antiga reivindicação das imobiliárias da cidade.

Foto: O condomínio de luxo Chácara Fróes, segundo o vereador Paulo Eduardo, foi autorizado através de uma fraude na Câmara dos Vereadores

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