ABI, FENAJ e Waldeck saem em defesa de Auler
- 8 de fev. de 2018
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No fim do ano passado, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu por manter a proibição a duas reportagens do blog do jornalista Marcelo Auler, ambas relacionadas à operação Lava Jato. Com a sentença, entidades de classe estão se manifestando a favor do jornalista, considerado o caso de evidente censura à imprensa. A Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ), a Associação Brasileira de Imprensa (ABI) e o Sindicato dos Jornalistas do Município do Rio de Janeiro demonstraram “preocupação” em relação ao caso.
”Ao rejeitar a Reclamação nº 28.747, o ministro Alexandre de Moraes ressuscitou a censura no âmbito do STF. Atropelou, assim, decisões anteriores que sustentam que a Constituição Federal, ao estipular o direito da sociedade ser informada, não compactua com qualquer ataque à liberdade de expressão e de informação”, destaca a nota do Sindicato. A Fenaj e o sindicato frisaram que “não abrem mão do dever de defender o bom jornalismo que, acima de tudo, é um direito do cidadão”.
Também em defesa da liberdade de imprensa, o deputado estadual Waldeck Carneiro se posicionou a respeito da censura e criticou a concentração do poder de informação pelos grandes veículos de comunicação do país. "Essa censura revela mais uma página desse momento crítico que vive o Brasil com restrições cada vez maiores. Vários dos pilares do chamado Estado democrático de Direito estão sendo pulverizados, entre eles a liberdade de imprensa. O controle oligopolizado dos grandes veículos da mídia no Brasil também interfere, porque a liberdade de imprensa não é só enfrentar e combater a censura. É preciso denunciar a liberdade de imprensa também quando falta a pluralidade de informações, de editoriais e de ideias para que o leitor, ouvinte ou telespectador possa formar o seu juízo e a sua consciência. Toda a minha solidariedade ao jornalista e minha indignação à essa censura imposta pelo ministro Alexandre de Moraes", comenta.









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