26% dos eleitores de Bolsonaro em 2018 já o rejeitam


Pesquisa Datafolha divulgada neste domingo (26) revela um número crescente de arrependidos entre os eleitores que votaram em Jair Bolsonaro em 2018. Pelo menos um quarto dos brasileiros que o apoiaram há três anos agora está no campo de oposição e não votaria nele em 2022. A pesquisa mostra ainda que 23% dos que ajudaram a eleger Bolsonaro agora afirmam que votariam em Lula em um eventual segundo turno nas eleições do ao que vem.

"Em geral, se comparado com a média da população, o eleitor de Bolsonaro tem melhor avaliação do governo e responsabiliza menos o presidente por mazelas como desemprego, inflação e crise de energia. Mas uma parte se descolou do bolsonarismo e não repetiria seu voto, chegando a avaliar o governo como péssimo, a defender impeachment e a declarar escolha por Lula", analisa o instituto, segundo reportagem da Folha de S.Paulo neste domingo.

O levantamento mostra que 24% dos que elegeram Bolsonaro querem que o Congresso analise seu impeachment. Outros 73% não querem isso. Na população, a proporção é de 56% favoráveis e 41% contrários.

Confira a rejeição de eleitores de Bolsonaro em 2018 em relação a possíveis candidatos em 2022:

Lula (PT): 66%

João Doria (PSDB): 46%

Ciro Gomes (PDT): 40%

Bolsonaro (sem partido): 26%

Mandetta (DEM): 20%

Avaliação do presidente

Entre os eleitores de Bolsonaro, 46% consideram a gestão do atual presidente ótima ou boa; 31% a consideram regular; e 22% a avaliam como ruim ou péssima.

Os números são o oposto da pesquisa que faz a avaliação do governo no total da população. Neste cenário, 53% avaliam a gestão Bolsonaro como ruim ou péssima; 24% a veem como regular e 22% a consideram ótima ou boa.

No primeiro turno, no principal cenário avaliado pelo Datafolha, a população declara voto em Lula (44%); Bolsonaro (26%); Ciro Gomes (PDT, 9%), João Doria (PSDB, 4%), Luiz Henrique Mandetta (DEM, 3%) e branco, nulo ou nenhum (11%).

O Datafolha ouviu presencialmente 3.667 pessoas em 190 municípios brasileiros, entre os dias 13 e 15 de setembro. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos. No caso da amostra de eleitores de Bolsonaro, a margem de erro é de três pontos para mais ou para menos. ​


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