3,7 mil palestinos mortos em Gaza; quase a metade são crianças
- 19 de out. de 2023
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Pelo menos 3.785 palestinos morreram em decorrência de ataques israelenses desde o início do conflito entre Hamas e Israel, em 7 de outubro. Do total, 1.524 são crianças, mil mulheres e 120 idosos. Há ainda 12.493 pessoas feridas, sendo 3.983 crianças e 3.300 mulheres. O balanço foi divulgado nesta quinta-feira (19) pelo Ministério da Saúde de Gaza.
A pasta informou ainda que 44 profissionais de saúde foram mortos e 70 ficaram feridos em meio a ataques a hospitais e centros de referência no atendimento a pacientes.
“Forças israelenses parecem ter deliberadamente atacado 23 ambulâncias que agora estão completamente fora de serviço.”
“Dezenove unidades de saúde foram direta ou indiretamente visadas, forçando a interrupção do trabalho em 14 centros de saúde afiliados ao sistema de cuidados primários do Ministério da Saúde na Faixa de Gaza. Todas as instalações de saúde correm o risco de paralisação total devido a cortes de energia e à grave escassez de combustível.”
Ataque a Igreja Ortodoxa
Dezenas de pessoas ficaram feridas em consequência de um ataque aéreo israelense ao edifício da antiga Igreja de São Porfírio, na área de Az-Zaytoun, na cidade de Gaza. O número de vítimas ainda é incerto, mas há a confirmação da morte de pelo menos duas pessoas, segundo a Al Jazeera.
A Igreja de São Porfírio, uma igreja ortodoxa considerada a terceira igreja mais antiga do mundo, está localizada na parte antiga da cidade de Gaza. Foi construída no ano de 425 e restaurada em 1856, ao lado da mesquita Katib al-Wilaya, construída em 1334–1335. O nome faz menção ao primeiro bispo de Gaza, conhecido também como São Porfírio de Gaza.

Alexios, Arcebispo de Tiberíades do Patriarcado Ortodoxo Grego de Jerusalém, disse em entrevista que presenciou a morte de múltiplos inocentes.
Segundo relato pessoal, o arcebispo, que estava na igreja no momento do ataque, disse à emissora grega ERT que os bombardeios atingiram escritórios e a própria entrada do mosteiro, causando o desabamento do edifício, o que ocasionou a morte de muitos cristãos que ali se encontravam.
Segundo o arcebispo, mais de 400 pessoas vivem no mosteiro.

Com informações da Agência Brasil e Sputnik










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