3 presidentes e 11 ex da AL operaram em paraísos fiscais


Sebastián Piñera, presidente do Chile (Foto: Wikimedia Commons)

Três presidentes no exercício de seu mandato e onze que já deixaram seus cargos estão entre os personagens poderosos da América Latina (AL) que detém offshores em paraísos fiscais, segundo informações reveladas neste domingo. Como característica comum, todos eles são de direita ou extrema direita, entre eles Sebastián Piñera, presidente do Chile, aliado de Bolsonaro. Essa revelação faz parte da reportagem do espanhol El País, um dos veículos do Pandora Papers, projeto do Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos (ICIJ) que reúne mais de 600 repórteres de 151 veículos em 117 países e territórios.

Em exercício de seus mandatos estão, além do o chileno, o equatoriano Guillermo Lasso e o dominicano Luis Abinader. Entre 11 ex-mandatários na AL, os mais conhecidos são os colombianos César Gaviria e Andrés Pastrana, o peruano Pedro Pablo Kuczynski; o paraguaio Horacio Cartes e os panamenhos Juan Carlos Varela e Ricardo Martinelli.

O escândalo Pandora Papers envolve informações de 11,9 milhões de arquivos que reúnem o trabalho de 14 assessorias para offshores. As revelações até o momento restringem-se a contas operadas nas Ilhas Virgens Britânicas (BVI), situadas no Caribe, jurisdição há muito conhecida como peça chave no sistema offshore. Os documentos secretos expõem negociações offshore do rei da Jordânia, dos presidentes da Ucrânia, Quênia e Equador, do primeiro-ministro da República Tcheca e do ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair.

Os arquivos também detalham as atividades financeiras do mais de 130 bilionários da Rússia, Estados Unidos, Turquia e outros países.

Noventa 90 políticos de alto escalão, congregações religiosas e artistas de fama mundial, bilionários, além do ministro da Economia e do presidente do Banco Central do Brasil também aparecem nos documentos vazados.

Paulo Guedes teria tido um lucro de R$ 14 milhões com a sua offshore nas Ilhas Virgens Britânicas desde que foi nomeado pelo presidente Jair Bolsonaro apenas com a variação do dólar, que era na época de R$ 3,85, e hoje é de R$ 5,37.

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