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52% acreditam que Brasil corre o risco de virar comunista

Antes mesmo das eleições em 2018, a extrema-direita já vinha espalhando a falsa ideia de uma 'ameaça comunista' no Brasil, caso um governo de esquerda fosse eleito. O 'fantasma do comunismo' ressurgiu com mais força na campanha de Lula à presidência e depois de sua vitória, em outubro 2022. Com Lula eleito e a economia voltando aos eixos, uma nova pesquisa do instituto Datafolha, realizada entre 12 e 14 de junho e divulgada neste sábado (1/7), revelou que a crença, disseminada principalmente pelas redes sociais, continua a assombrar e contaminou metade da sociedade brasileira: 52% da população concordaram com a afirmação de que existe o risco um regime comunista no país, mesmo que essa possibilidade não tenha qualquer fundamento na realidade.

Para os eleitores progressistas, o 'fantasma do comunismo' é tema de memes nas redes sociais e de fantasias de carnaval / Reprodução

Do total que acredita nesta falsa ideia, 33% concordam totalmente e 19% parcialmente. A crença é ainda mais expressiva entre os eleitores que votaram em Jair Bolsonaro no segundo turno das eleições de 2022. A pesquisa foi feita com a participação de 2.010 pessoas maiores de 16 anos em 112 municípios. A margem de erro é de dois pontos para mais ou menos.


No geral, 42% rejeitam a noção (30% totalmente, 12% em parte), e 6% ou não sabem, ou não quiseram responder. Já entre os eleitores de Lula, 61% descartaram a ideia.


Ditadura


Sobre a ditadura, para 47%, não houve benefícios ao país com o regime militar, e 35% desses acreditam nisso de forma convicta, enquanto13%, nem tanto. Já 36% concordaram que a ditadura trouxe coisas boas ao país: 15% desses totalmente e 21%, parcialmente. Entre eleitores de Bolsonaro, o índice vai a 44%.


Legados


Entre outras questões, a pesquisa avalia os governos petistas e bolsonarista. Neste tema, 33% dos entrevistados afirmam ver coisas boas nos dois períodos. 66% acreditam que o PT, representado nos dois governos Lula, na gestão Dilma Rousseff (2011-2014) e em Dilma-2 (2015-2016, encerrada por impeachment), deixou benefícios para o Brasil. Quando Bolsonaro é avaliado, 57% veem um legado positivo (31% de forma convicta, 26%, parcial).


Religião e Política


A pesquisa também incluiu o tema da ideologia religiosa na política. Quando confrontados com a pergunta “Política e valores religiosos devem sempre andar juntos para o Brasil possa prosperar?”, 65% concordam e 32% discordam. Os índices são semelhantes entre apoiadores de Lula e Bolsonaro, e a rejeição à questão é maior entre grupos mais escolarizados: 51% para quem tem curso superior.


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