7 de Setembro: mensagens de cunho golpista explodem

Atualizado: 10 de ago.


(Foto: Agência Brasil)

A circulação de mensagens com menções ao 7 de Setembro em grupos de WhatsApp cresceu 290% entre a última semana de junho e a última semana de julho. Os dados são de um levantamento do Monitor de WhatsApp da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais), ao qual o iG teve acesso. As mensagens mais compartilhadas têm cunho golpista, com referência à intervenção militar, derrubada de ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) e a afirmações falsas sobre as urnas eletrônicas.

A mensagem mais popular entre todas, que foi enviada um total de 175 vezes por 145 usuários distintos e apareceu em 117 grupos, faz menção à fala do presidente Jair Bolsonaro (PL) em que ele convocou apoiadores para irem às ruas "pela última vez". A declaração foi dada em convenção do PL, no Maracanãzinho, no Rio de Janeiro, durante convenção do partido, no último dia 24 de julho.

"Desde 2018 brigando com parentes, amigos, vizinhos, brigando em redes sociais para tentar mudar esse país, para tentar deixar um país melhor para outras gerações. Hoje aos 65 anos escutei do senhor presidente que dia 7 de setembro será o último aviso, será a última oportunidade de colocar o país no eixo. Então presidente quero te falar, será o último mesmo, se não mudar no dia 7 de setembro e não vier uma resposta do líder que elegemos com quase 70 milhões de voto, EU DESISTO. Será o último para mim. Eu te elegi para vc ficar contra o sistema, te dei autorização para vc meter o pé na porta do STF, do congresso e mais aonde for preciso. Estou ratificando esta autorização dia 7 de setembro saindo do MS e indo para Brasília. Agora é com o senhor presidente. Me representa com um cabo e um soldado. Seu exército de 70 milhões de brasileiros estão prontos para guerra. Brasil acima de tudo DEUS acima de todos", diz o texto.

Outra mensagem entre as mais compartilhadas afirma: “Eu, brasileiro, como cidadão do bem, convoco quem tem amor pelo Brasil e deseja um futuro melhor para nossos filhos e netos a se levantar. Vamos para as ruas antes que seja tarde e o COMUNISMO cale nossas bocas”.

Segundo o levantamento, circularam em grupos de mensagens 4.184 mensagens com menções ao 7 de Setembro entre 1º de junho e de 1º de agosto. Dessas, 69% das quais foram repassadas em grupos de direita; 25,9% em grupos indefinidos (de temática política, mas não alinhados claramente a alguma ideologia); e 5,1% em grupos de esquerda. Os termos mais usados foram "7 de setembro" (3.198 ocorrências), seguido de "manifestação" (679 ocorrências) e "07 de setembro" (638 ocorrências).

No último sábado (6), Bolsonaro reafirmou que participaria do ato de 7 de Setembro em Copacabana, no Rio de Janeiro, onde especialistas avaliam que há dificuldade de avaliar um aparato de segurança eficiente, tanto para o presidente quanto para o público.

Em edital publicado no Diário Oficial do Município de quinta-feira (4), no entanto, a Prefeitura do Rio contrariou os planos do chefe de Estado e manteve o desfile na Avenida Presidente Vargas, região central da cidade.


Com o IG

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