8 estados vão punir PMs que forem a atos bolsonaristas


(Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil)

Governadores de pelo menos oito estados estão decididos a punir policiais militares (PMs) que participarem das manifestações pró-Bolsonaro marcadas para 7 de setembro. Outros dez governadores não deixam claro como procederão, enquanto dois afirmam que seus regimentos preveem a ida aos atos desde que sem farda. Já o governador do Rio, Cláudio Castro, aliado do presidente Jair Bolsonaro e candidato à reeleição, por meio de uma nota, alegou "ser defensor da liberdade de expressão e respeita qualquer ato de manifestação pacífica".

Nas últimas semanas, Jair Bolsonaro tem convocado apoiadores para manifestações e feito ameaças de golpe - que obviamente só poderia vir por meio da força. Bolsonaro chegou a encaminhar mensagens alertando apoiadores para um "provável e necessário contragolpe" e pedindo que os "direitistas" se manifestem em 7 de setembro. Na quinta-feira (2), o presidente da República até debochou do Supremo Tribunal Federal ao "convidar" os 11 ministros a participar do ato político na próxima terça-feira em Brasília.

Ao contrário do governo do Rio de Janeiro, citado pelo Globo, o governo paulista informou que os “policiais militares da ativa, conforme a legislação, são proibidos de participar de eventos de caráter político-partidário. Toda e qualquer denúncia de descumprimento das normas vigentes são rigorosamente apuradas e punidas, se confirmadas”.

Em 23 de agosto, o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), afastou o chefe do Comando de Policiamento do Interior-7, responsável por sete batalhões da região de Sorocaba, por indisciplina. O coronel Aleksander Lacerda havia feito publicações nas redes sociais convocando seguidores para atos no 7 de setembro, com críticas e ofensas direcionadas aos ministros do STF, ao presidente do Senado Federal, Rodrigo Pacheco (DEM-MG) e ao próprio governador paulista.

Na sexta-feira (3), Bolsonaro disse que dia 7 será um "ultimato" para dois ministros do STF, referindo-se claramente a Alexandre de Moraes, que o incluiu no inquérito das fake news, por divulgação de notícias falsas sobre o sistema eleitoral brasileiro, e Luís Roberto Barroso, que é também presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a quem o presidente desferiu diversos ataques por defender a segurança e a eficácia das urnas eletrônicas: "Não podemos admitir que uma ou duas pessoas, usando da força do poder, queiram dar outro rumo ao nosso país. Essas uma ou duas pessoas precisam entender o seu lugar. O recado de vocês nas ruas, na próxima terça-feira [7], será um ultimato para essas duas pessoas", disse Bolsonaro, referindo-se a uma suposta "democracia" defendida por ele, nas entrelinhas, através de um golpe militar.

Além de São Paulo, os estados que prometem punir oficiais e praças que participarem das manifestações são: Amazonas, Bahia, Espírito Santo, Maranhão, Paraíba, Piauí e Roraima.

No Distrito Federal, a Polícia Militar divulgou uma nota para informar “que os policiais militares são cidadãos e ao exercerem a sua cidadania, podem se manifestar de maneira democrática, desde que não representem a instituição”. No entanto, o governador Ibaneis Rocha (MDB) disse no início desta semana que policiais militares da ativa que participarem das manifestações com pautas antidemocráticas serão punidos.

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