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80% dos brasileiros apoiam críticas de Lula ao Banco Central


(Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil)

A maioria dos brasileiros concorda com as recentes críticas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao Banco Central (BC) por manter a taxa de juros em 13,75%, que o presidente da República e sua equipe econômica consideram excessivamente alta.


Segundo pesquisa do instituto Datafolha divulgada pelo G1, "80% dos brasileiros" acreditam que o presidente está agindo corretamente ao tecer críticas à taxa de juros mantida pelo BC, que mantém o Brasil como maior pagador de juros reais do mundo. Já 16% discordam das críticas de Lua e 5% que não souberam responder. De acordo com o resultado da pesquisa, as críticas de Lula têm respaldo na população, já que 71% dos entrevistados consideram que a taxa de juros está muito mais alta do que deveria.


A reprovação ao papel do BC é alta até mesmo entre os eleitores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que foi quem aprovou a independência do Banco Central e indicou o atual presidente da instituição, Roberto Campos Neto. Segundo os dados, 77% dos eleitores de Bolsonaro acreditam que o BC está exagerando ao manter as taxas no patamar atual.


O Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) alega que a medida é necessária para conter a inflação, mas o governo considera que ela freia os investimentos e o desenvolvimento econômico.


Nesta segunda-feira, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, em entrevista à GloboNews, voltou a dizer que não faz sentido o Banco Central manter a taxa básica de juros próxima ao patamar de 14%.


Na mesma direção, o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Geraldo Alckmin, cobrou nesta segunda-feira do presidente do BC, Roberto Campos Neto, a redução da taxa básica de juros.


"Eu acho que passou da hora [de reduzir a taxa]. Não tem razão para nós termos a maior taxa de juros do mundo. Aliás, é difícil de entender. Em 2020, a taxa de juros era de 2%. Está em 13,75%. Não tem justificativa, e esse é um fator importante, porque câmbio, juros e imposto são decisivos para a atividade econômica", afirmou a jornalistas em Brasília.


Em março, senadores aprovaram um convite para Campos Neto explicar o percentual dos juros. O dirigente falaria nesta terça-feira (4), mas a audiência foi adiada, sem nova data definida.

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