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ABI cobra punição dos que mataram Genivaldo em 'câmara de gás'


(Reprodução)

"É preciso reagir!". Com uma nota de indignação, a Associação Brasileira de Imprensa (ABI) defendeu uma reação imediata das instituições à morte, por policiais rodoviários federais, de Genivaldo de Jesus Santos, "executado numa câmara de gás improvisada no porta-malas de uma viatura" no município de Umbaúba, em Sergipe, na última quarta-feira.

Na nota, a ABI afirma que "as forças de segurança persistem em disseminar práticas criminosas por todo o País" e ressalta também as mortes de 23 civis pela Polícia Civil do Rio e pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) na Vila Cruzeiro na terça-feira.

Presidida pelo jornalista Octávio Costa, a ABI afirma ainda que "sob o comando de Silvinei Vasques, a PRF integra-se ao modelo de terror paramilitar e miliciano instaurado pelo bolsonarismo". E acrescenta que os policiais devem ser julgados e condenados e que o comando da PRF "também seja responsabilizado pela orientação que tem dado à corporação".

Veja a nota a seguir.


"É preciso reagir!

A atuação das forças de segurança persiste em disseminar práticas criminosas por todo o País.

Na terça-feira, 23 civis foram mortos pela Polícia Civil do Rio de Janeiro e pela Polícia Rodoviária Federal. Na quarta, em Sergipe, um cidadão foi executado numa câmara de gás improvisada no porta-malas de uma viatura da mesma Polícia Rodoviária Federal.

Atos como esse, que horrorizaram o país, caracterizam um inconcebível desvio de função da Polícia Rodoviária Federal e jogam no lixo os 93 anos de respeitabilidade conquistada pela corporação. Sob o comando de Silvinei Vasques, a PRF integra-se ao modelo de terror paramilitar e miliciano instaurado pelo bolsonarismo.

Exigimos das autoridades competentes o nome dos policiais que assassinaram Genivaldo de Jesus Santos. Nós, brasileiros, representados por todas as entidades da sociedade civil, queremos que esses policiais sejam julgados e condenados como criminosos que assassinaram a sangue frio, e que o comando da Polícia Rodoviária Federal também seja responsabilizado pela orientação que tem dado à corporação.

Basta de notas protocolares da corporação para justificar o injustificável e informar que foi aberto um inquérito administrativo. Crimes como esse têm que ser julgados e acompanhados pela opinião pública.

A ABI, que tem 114 anos dedicados à luta pela democracia, liberdade de imprensa e direitos humanos, tem um compromisso com o amplo direito à informação. Fatos gravíssimos como esses devem ser amplamente divulgados, e não escondidos pelas autoridades. Vamos acompanhar, junto às outras entidades da sociedade civil, a apuração desses e de outros casos, como parte da luta democrática por um estado de justiça e paz para todos os brasileiros.

Rio de Janeiro, 27 de maio de 2022

A DIRETORIA"

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