ABI entra com notícia-crime contra Castro por chacina no Jacarezinho


(Reprodução)

A Associação Brasileira de Imprensa (ABI), juntamente com o Movimento Nacional pelos Direitos Humanos (MNDH) e outras 55 entidades, deu entrada nesta segunda-feira (10) com uma notícia-crime junto ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) contra o governador do Rio, Cláudio Castro, responsabilizando-o pela chacina na favela do Jacarezinho na última quinta-feira.

A ABI também propôs, com a presidente da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa (Alerj), deputada Dani Monteiro, a realização de uma audiência pública sobre a chacina. A expectativa é que a proposta seja aprovada pela Comissão da Alerj ainda esta semana e instalada no início da semana que vem. Segundo acordado a ABI participará diretamente da organização da audiência.

Também nesta segunda-feira, foi realizado um debate sobre a chacina no canal da ABI no YouTube. Participaram como debatedores o vice-presidente da ABI, Cid Benjamin; o presidente da Comissão de Direitos Humanos da OAB/RJ, Álvaro Quintão; e a representante da Defensoria Pública Maria Júlia Miranda.

Após uma reunião dos integrantes da Comissão Arns e representantes da Anistia Internacional e da Comissão de Direitos Humanos da OAB/RJ, ficou resolvido:

- Fazer articulações para que haja uma ampla campanha de denúncias da chacina, no Brasil e no exterior.

- Buscar junto a autoridades do governo brasileiro medidas de proteção de testemunhas que ficaram expostas e podem ser alvo de represálias.

- Tentar a federalização das investigações da chacina, mesmo sabendo que a Polícia Federal não é inteiramente confiável. Nesse sentido, tentaremos que haja acompanhamento externo dessas investigações.

- Apoiar a participação do Ministério Público Estadual no acompanhamento da perícia e na tomada de depoimentos - o que já vem sendo feito.

- Acompanhar de perto o julgamento pelo pleno do STF da DPF 635, relacionada com o desrespeito pela Polícia Civil do Rio às determinações do ministro Edson Fachin. O caso será julgado no dia 21 de maio. A Comissão Arns redigirá um memorial a respeito do caso, a ser entregue aos integrantes da corte.


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