ABL pede que sociedade civil defenda os protocolos sanitários


Foto: Reprodução

Reforçando os apelos de outras instituições da sociedade civil, a Academia Brasileira de Letras divulgou nesta quarta-feira (17/3) uma nota oficial sobre o caos sanitário em que se encontra hoje o Brasil, com quase 300 mil mortes diárias por Covid-19. Nas entrelinhas, a ABL manda um recado às autoridades brasileiras para que não neguem a realidade, tomem as providências necessárias, valorizem o SUS, as universidades e a ciência, e não privilegiem o lucro em detrimento da vida.


"A economia e a saúde pública são aliadas, não inimigas. Investir no maniqueísmo 'vida versus economia', implica desrespeito à Constituição de 88 e à Declaração Universal dos Direitos do Homem, de que Austregésilo de Athayde foi coautor e signatário", diz a nota.


Leia na íntegra:


"O Brasil vive a maior crise sanitária de sua História. O número de contaminações e de mortes cresce de modo avassalador. Não podemos negar a realidade trágica na qual nos encontramos, nem tampouco aceitá-la como um destino irreversível. Devemos agir com eficácia e prontidão para recuperar o tempo perdido.


As instituições republicanas e a sociedade civil devem corresponder à altura de sua missão: defender protocolos sanitários, com a devida coragem para implementá-los; oferecer campanhas de informação nacional; propiciar a vacinação em massa; defender o SUS, a Universidade e os centros de excelência e de pesquisa.


A economia e a saúde pública são aliadas, não inimigas. Investir no maniqueísmo "vida versus economia", implica desrespeito à Constituição de 88 e à Declaração Universal dos Direitos do Homem, de que Austregésilo de Athayde foi coautor e signatário.


Em breve, chegaremos a 300 mil mortes. Não permitamos que esses números cresçam. O veredito do tribunal da História será irrecorrível".



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