Absorvente: Prefeitura do Rio lança o 'Livres para Estudar'


(Foto: Marcos de Paula/Prefeitura do Rio)

A prefeitura do Rio de Janeiro lançou nesta quarta-feira (13) o Livres para Estudar, programa que vai distribuir 8 milhões de absorventes por ano para estudantes da rede municipal para ajudar a combater a evasão escolar. A expectativa é que a iniciativa alcance cerca de 100 mil alunas. O investimento será de R$ 14 milhões por ano.

A distribuição começará a ser feita a partir da próxima segunda-feira (18), quando terá início a nova fase do ensino presencial, em que 100% dos alunos poderão ir todos os dias para a escola.

O programa visa a diminuir o índice de evasão entre as alunas do Ensino Fundamental 2 que têm, em média, entre 11 e 14 anos. Segundo a prefeitura, uma entre cada quatro jovens já faltou às aulas por não ter absorventes. Cerca de 43 mil alunas cariocas já deixaram de ir para a escola devido à pobreza menstrual.

Durante o lançamento do programa na Escola Municipal Vicente Licinio Cardoso, na Praça Mauá, na região central da cidade, o prefeito Eduardo Paes disse que a escola é o espaço em que o Poder Público alcança as pessoas que mais precisam.

“Temos que superar esses tabus, menstruação é algo normal, acontece com todas as mulheres. Defendemos a dignidade de gênero, temos que preservar e proteger as nossas meninas, esse é o objetivo da prefeitura. Vamos distribuir absorventes para todas as nossas meninas do segundo segmento da rede pública municipal, que é a maior da América Latina. Que alegria poder colocar o Rio, mais uma vez, na vanguarda”, disse.

O projeto conta com a parceria do Tribunal de Justiça do Estado do Rio, da Comissão da Mulher da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e dos grupos Girl Up e Elas na Escola.

“Não pode ser normal que uma menina deixe de ir pra escola simplesmente por não conseguir comprar um absorvente. O que estamos fazendo aqui é dar o mínimo, dar dignidade para nossas alunas estudarem decentemente e não largarem a escola”, afirmou o secretário de Educação, Renan Ferreirinha.

Após veto de Bolsonaro, municípios aderem

Na quinta-feira passada (7), o presidente Jair Bolsonaro vetou trecho do projeto de lei aprovado no Congresso que garantia distribuição gratuita de absorventes a estudantes de baixa renda e mulheres em situação de extrema vulnerabilidade, incluindo presidiárias e mulheres em situação de rua. A justificativa foi a falta de fonte recursos para financiamento.

Na segunda-feira (11), entretanto, a ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves, disse via rede social que o governo federal vai apresentar nos próximos dias um programa para distribuição de absorventes para mulheres em situação de vulnerabilidade.

O projeto de lei aprovado na Câmara é de autoria da deputada petista Marília Arraes, de Pernambuco. Após a aprovação, prefeituras de pelo menos cinco capitais do país anunciaram a implantação da medida.

A Prefeitura de Niterói também vai disponibilizar absorventes menstruais para mulheres em situação de vulnerabilidade social. O Município enviará à Câmara de Vereadores Mensagem Executiva para que o item possa ser distribuído nos módulos do Médico de Família, nas unidades de Educação de Jovens e Adultos (EJA) e nas escolas da rede que integram o 3º e 4º ciclos, equipamentos da Coordenadoria de Políticas e Direitos das Mulheres (Codim) e também nas rondas realizadas pela equipe do programa Ambulatório de Rua.

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