Acordo inédito encerra processo contra ministro de Bolsonaro


Jair Bolsonaro e o ministro da Cidadania, Onyx Lorenzoni, que fez acordo de não persecução penal (Agência Brasil)

Assinado pelo procurador-geral da República, Augusto Aras, o ministro da Cidadania Onyx Lorenzoni (DEM-RS) fechou um acordo de não-persecução penal no qual confessou o recebimento de "caixa dois" da JBS em suas campanhas eleitorais de 2012 e 2014. Pela benesse, o ministro vai pagar R$ 189 mil como prestação pecuniária e terá as investigações contra ele encerradas. O acordo ainda depende da homologação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Marco Aurélio Mello, que é relator do caso.

O recebimento "por fora" foi revelado na delação premiada dos executivos do grupo J&F, dono da JBS. Em maio de 2017, quando a delação veio a público, Onyx admitiu ter recebido apenas R$ 100 mil, segundo ele, para a sua campanha eleitoral. Na delação da JBS, porém, os executivos informaram que foram repassados a ele R$ 100 mil, em 2012, e outros R$ 200 mil, em 2014. Nas eleições de 2018, quando se reelegeu deputado federal, ele declarou ter patrimônio de cerca de R$ 1 milhão.

O acordo assinado pelo PGR Augusto Aras é o primeiro fechado perante o STF de acordo com o regulamento da Lei Anticrime aprovada no final do ano passado, que estabelece a possibilidade dessa concessão para crimes praticados sem violência e cuja pena mínima seja inferior a quatro anos.

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