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Advogados de Bolsonaro têm até quarta para entregar defesa ao STF

  • 11 de ago. de 2025
  • 2 min de leitura

Jair Bolsonaro com advogados durante sessão no STF (Foto: Gustavo Moreno/STF)
Jair Bolsonaro com advogados durante sessão no STF (Foto: Gustavo Moreno/STF)

As defesas do ex-presidente Jair Bolsonaro e mais seis aliados têm até a próxima quarta-feira (13) para entregar ao Supremo Tribunal Federal (STF) as alegações finais no processo da trama golpista. A data marca o prazo final de 15 dias para os advogados protocolarem suas manifestações, encerrando a última etapa antes do julgamento que pode condenar ou absolver os acusados.


Após a entrega das alegações, o ministro Alexandre de Moraes deverá liberar para o julgamento da ação penal referente ao núcleo 1 da denúncia apresentada contra Bolsonaro e seus aliados.


Caberá ao presidente da Primeira Turma da Corte, ministro Cristiano Zanin marcar data do julgamento.


A expectativa é que o julgamento que vai decidir pela condenação ou absolvição dos acusados ocorra em setembro.


Além de Alexandre de Moraes, o colegiado é formado pelos ministros Flávio Dino, Cristiano Zanin, Cármen Lúcia e Luiz Fux.


Os réus respondem pelos crimes de organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado pela violência e grave ameaça e deterioração de patrimônio tombado.


Em caso de condenação, as penas podem passar de 30 anos de prisão.


Prisão

A eventual prisão dos réus que forem condenados não vai ocorrer de forma automática e só poderá ser efetivada após o julgamento dos recursos dos acusados contra a eventual condenação.


Em caso de condenação, os réus não devem ficar em presídios comuns. Oficiais do Exército têm direito à prisão especial, de acordo com o Código de Processo Penal (CPP). O núcleo 1 tem cinco militares do Exército, um da Marinha e dois delegados da Polícia Federal, que também podem ser beneficiados pela restrição.


São eles:

  • Alexandre Ramagem (delegado da PF e deputado federal), ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin);

  • Almir Garnier (almirante), ex-comandante da Marinha;

  • Anderson Torres (delegado da PF), ex-ministro da Justiça e ex-secretário de segurança do Distrito Federal;

  • Augusto Heleno (general), ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional;

  • Jair Bolsonaro (capitão), ex-presidente;

  • Paulo Sérgio Nogueira (general), ex-ministro da Defesa;

  • Walter Braga Netto (general), ex-ministro de Bolsonaro e candidato à vice na chapa de 2022.

  • Mauro Cid (tenente-coronel), ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro. - fez delação e não deve ficar preso.

 
 
 

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