Agência reguladora dos EUA detona o uso de cloroquina


"Não é mais razoável acreditar que as formulações orais de hidroxicloroquina e de cloroquina possam ter eficácia no tratamento da doença e que seus benefícios superem riscos conhecidos e potenciais", informou nesta segunda-feira (15) a FDA (Food and Drug Administration), agência reguladora dos Estados Unidos para medicamentos - o equivalente à Anvisa no Brasil -, ao revogar a permissão emergencial para o uso da hidroxicloroquina e cloroquina como tratamento para a Covid-19 naquele País.

Entre os critérios que teriam levado à suspensão do uso do medicamento estão a falta de consistência em estudos anteriores, a ausência de um efeito antiviral das dosagens de hidroxicloroquina e uma pesquisa recente randomizada que atestou não haver diferença e eficiência no uso dessas drogas (cloroquina associada ao antibiótico azitromicina) contra o Sars CoV-2. "É improvável o uso das duas substâncias tenha um efeito antiviral contra covid-19", diz o documento da FDA.

A medida põe uma pá de cal nas iniciativas do presidente Donald Trump para o uso da cloroquina no tratamento da doença e "ser uma das maiores mudanças na história da Medicina".

O mesmo raciocínio vale para o presidente Jair Bolsonaro, que acompanhou as atitudes de Trump. O presidente brasileiro foi mais além e demitiu dois ministros da Saúde, tendo como pano de fundo uma disputa para promover a mudança no protocolo do ministério para a aplicação de cloroquina a partir da primeira fase de infecção por Covid-19 nos pacientes. Um novo protocolo foi adotado no momento em que o ministério passou a ser comandado interinamente pelo general Eduardo Pazuello.

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