Agressor de enfermeiras vai responder por crime contra Segurança Nacional


Sena no momento em que agredia enfermeiras

O procurador-geral da República, Augusto Aras, pediu à Procuradoria da República no Distrito Federal (PRDF) que processe por crime contra a Segurança Nacional o autor das agressões contra enfermeiras em Brasília no dia 1o de maio.

Renan da Silva Sena é o nome do militante bolsonarista que agrediu verbalmente e cuspiu em enfermeiras que faziam uma manifestação na Praça dos Três Poderes, em Brasília, na última sexta-feira. Ele é funcionário terceirizado do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, onde exerce o cargo de analista de projetos do setor socioeducativo, mas não aparece nem exerce suas atividades no ministério desde meados de março.

Sena foi contratado pela empresa G4F Soluções Corporativas Ltda, que tem um contrato com o MDH no valor de R$ 20 milhões de prestação serviços operacionais e apoio administrativo. Engenheiro eletricista por formação, ele é missionário da Igreja Batista Vale do Amanhecer.

Mas Sena não é o único militante bolsonarista que se tornou alvo de investigação. Desde meados de abril a Polícia Federal investiga, a partir de inquérito mandado abrir pelo Supremo Tribunal Federal, as pessoas envolvidas em atos públicos de apoio a Bolsonaro que pedem o fechamento do Congresso Nacional e do próprio STF. Como no caso de Sena, existe a suspeita de que uma militância remunerada tenha sido montada a partir da contratação de bolsonaristas por órgãos federais.


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