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Alunos de escola cívico-militar são 'punidos' com flexão e PMs são afastados

  • 26 de fev.
  • 2 min de leitura

(Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)
(Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Policiais da escola cívico-militar CED 1, da região administrativa do Itapoã, no Distrito Federal, obrigaram alunos a fazer flexão de braços e a ficar de joelhos na última quarta (25), como punição. A escola e a PM reconheceram o episódio, que foi gravado e teve o vídeo divulgado nas redes sociais.


Segundo denuncia o Sindicato dos Professores do DF, a ordem foi uma espécie de punição pelo uso de agasalho diferente da cor do uniforme da escola.


“Isso é humilhante, constrangedor, desproporcional e não tem nenhum caráter pedagógico”, afirmou o diretor do sindicato, Samuel Fernandes.


O diretor do sindicato disse que os estudantes em desconformidade com o casaco não receberam o material da secretaria de educação. “A escola tem que acolher e não punir pela condição social. A disciplina precisa ter limites e respeitar a dignidade dos estudantes”, ponderou.


Fernandes entende que o caso deve ser apurado com urgência para evitar situações parecidas. “E que os responsáveis sejam punidos dentro do rigor da lei. E a gente vai acompanhar”.


'Equívoco'

A Secretaria de Educação do Distrito Federal afirmou, em nota à imprensa, que a direção da escola avaliou ter havido um "equívoco" na condução do episódio.


A respeito do uso de uniformes, a secretaria acrescentou que nenhum estudante será prejudicado por “ausência ou inadequação de vestimenta".


O governo garantiu que o caso será devidamente apurado para o esclarecimento dos fatos “e eventual adoção das medidas administrativas cabíveis”.


PM vai apurar

A Polícia Militar do Distrito Federal, também em nota, afirmou que afastou e substituiu os policiais que atuam na escola.


“A corporação ressalta que não compactua com qualquer prática que possa ser interpretada como constrangedora ou inadequada ao ambiente escolar”. A PM também garantiu que o caso será apurado para esclarecimento dos fatos e adoção de medidas previstas.


Erros de português

No início de fevereiro, um policial militar que atua como monitor em uma escola estadual cívico-militar em Caçapava, no interior de São Paulo, cometeu erros de ortografia ao escrever comandos militares na lousa durante atividade com estudantes no início do ano letivo.


O episódio foi registrado pela equipe de TV de uma emissora afiliada da Globo, que acompanhava a implantação do modelo na unidade.


De acordo com as imagens, dois agentes orientavam os alunos sobre movimentos típicos de ordem unida - conjunto de comandos associados à disciplina militar, como “sentido”, “descansar” e “continência”.


Enquanto um dos monitores explicava os exercícios, o outro foi ao quadro para escrever os nomes dos comandos e grafou as palavras “descançar” e “continêcia”. Após ser alertado, ele corrigiu primeiro a grafia de “descansar” e, depois, a de “continência”.


Com a Agência Brasil

 
 
 

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