Alvo da CPI da Covid, lobista fazia churrascos com família Bolsonaro


O lobista Marconny Farias mantinha relação com o núcleo familiar do presidente Jair Bolsonaro (Reprodução)

A CPI da Covid, no Senado, recebeu informações de que o lobista das vacinas Marconny Albernaz de Faria mantinha relação com o núcleo familiar do presidente Jair Bolsonaro. O executivo é apontado como um intermediário da Precisa Medicamentos, um dos principais alvos das investigações da CPI, envolvida em denúncias de supostos esquemas de corrupção na aquisição de vacinas contra covid-19 pelo governo federal.

Conteúdo de mensagens que chegaram à CPI mostra eventos feitos na casa de Marconny, em Brasília. Churrascos e passeios de lancha eram frequentes. O lobista ainda era responsável por cuidar da agenda de pessoas do círculo do presidente. Consultas médicas e horário no cabeleireiro também passavam por ele.

As mensagens, trocadas por Whatsapp entre Marconny e familiares de Bolsonaro, ainda comprovam aproximação do lobista com Ana Cristina Valle, ex-mulher do presidente. Karina Kufa, advogada da família Bolsonaro, também era muito próxima de Marconny. As informações são da Folha de S. Paulo.

A Precisa Medicamentos é investigada por suspeita de irregularidades nas negociações da vacina Covaxin, da Índia. O Ministério da Saúde suspendeu um contrato de R$ 1,6 bilhão com a empresa para venda de vacina contra o coronavírus, após as denúncias de irregularidades. O Brasil deixou de ter dezenas de milhões de doses do imunizante.

Condução coercitiva

A Justiça Federal em Brasília autorizou a condução coercitiva do lobista para depor na CPI da Covid, caso ele não compareça novamente e nem justifique a sua eventual ausência - seu depoimento seria no início de setembro, mas ele não compareceu e apresentou um atestado médico, contestado pela CPI.

O depoimento está marcado para esta quarta-feira (15).

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