Ameaçada de morte 5 vezes, Talíria pede proteção à ONU


Deputada federal Talíria Petrone (PSOL-RJ) (Foto: arquivo pessoal)

A deputada federal Talíria Petrone (PSOL-RJ) recorreu à Organização das Nações Unidas contra ameaças de morte que tem sofrido. Citando cinco gravações tramando contra a sua vida, a deputada pede a ONU para cobrar explicações do governo do presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

No recurso, a parlamentar apresenta a denúncia e pede que as relatoras de direitos humanos da ONU cobrem explicações não apenas sobre seu caso, mas também sobre o assassinato da vereadora Marielle Franco e a proteção às mulheres brasileiras na política.

“Como se as ameaças anteriores à minha vida não fossem suficientes, alguns dias após o nascimento de minha filha, recebi novas ameaças. Em junho de 2020, a linha telefônica ‘Disque Denúncia’ da Polícia do Rio de Janeiro noticiou à Câmara dos Deputados que havia mais de cinco gravações de pessoas falando sobre a minha morte”, relatou a deputada ao jornalista Jamil Chade, colunista do UOL.

Numa carta submetida no dia 22 de setembro, a deputada fez a denúncia à relatora da ONU sobre execuções sumárias, Agnes Callamard. Foi ela quem liderou a investigação sobre o assassinato do jornalista saudita Jamal Khashoggi. A denúncia foi encaminhada também a relatora sobre racismo da ONU, E. Tendayi, e a relatora sobre a situação de defensores de direitos humanos, Mary Lawlor.

"Nosso país já tem uma democracia muito frágil e, sem dúvida, estamos vivendo um momento em que ela retrocede ainda mais", declarou a deputada.


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