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Ancelotti cogita Endrick titular nas oitavas e explica Neymar no banco

  • há 1 dia
  • 3 min de leitura

Ancelotti orienta Endrick, que entrou no intervalo do jogo no lugar de Paquetá, contundido (Foto: Fifa)
Ancelotti orienta Endrick, que entrou no intervalo do jogo no lugar de Paquetá, contundido (Foto: Fifa)

A opção de Carlo Ancelotti de não colocar Endrick em campo no empate por 1 a 1 com Marrocos, na estreia da Copa do Mundo, em Nova Jersey (Estados Unidos), repercutiu dentro e fora do Brasil, por vezes de forma irônica. Dezesseis dias se passaram e agora o técnico cogita escalar o atacante como titular no duelo pelas oitavas de final do Mundial, contra Noruega ou Costa do Marfim, neste domingo (5), às 17h (horário de Brasília).


Com a lesão do meia Lucas Paquetá, que teve de ser substituído no intervalo do jogo desta segunda-feira (29), contra o Japão, em Houston (Estados Unidos), Endrick foi escolhido para ir a campo. Na ocasião, o Brasil perdia por 1 a 0. A seleção brasileira acabou vencendo por 2 a 1, de virada, com um segundo gol no final do segundo tempo.


"Sim, podemos começar dessa maneira [com Endrick no lugar de Lucas Paquetá]. Precisávamos de mais força na área e o Endrick poderia colocar essa força e presença. Ele fez um jogo muito bom porque esteve intenso e perigoso", afirmou Ancelotti, em entrevista coletiva após a partida em Houston.


A entrada do ex-atacante do Palmeiras foi reflexo, também, de uma mudança de postura ao longo do confronto. Se no primeiro tempo a estratégia, sem sucesso, era buscar infiltrações por dentro, o Brasil passou a pressionar a defesa japonesa com bolas alçadas na área. Foram 25 cruzamentos durante a partida. Um deles resultou no gol de empate, do volante Casemiro.


"Tivemos problemas no primeiro tempo para buscar oportunidades porque o Japão estava muito fechado. Buscamos soluções, com mais cruzamentos e presença de área. Acho que é uma evolução. Se no outro jogo não tivemos problemas para buscar espaço, desta vez foi diferente, mas conseguimos solucionar bem na segunda etapa", avaliou o treinador, citando o triunfo por 3 a 0 sobre a Escócia, na última quarta-feira (24), em Miami (Estados Unidos), pela fase de grupos.


Desde 2002, quando venceu a Inglaterra por 2 a 1, em Shizuoka (Japão), pelas quartas de final, o Brasil não sabia o que era virar um jogo eliminatório de Copa. Coincidentemente, aquela foi a edição do último título mundial da seleção brasileira. Mais do que um bom presságio, o triunfo desta segunda sinaliza, para Ancelotti, o amadurecimento do time.


"Estava confiante [mesmo em desvantagem no placar] porque a equipe começou bem. Depois encontramos dificuldades para forçar o Japão, que é uma equipe respeitável, muito perigosa e com jogadores fortes nos duelos. Mas [o Brasil] não era uma equipe perdida como no primeiro tempo contra Marrocos", disse o técnico, minimizando erros como quando o lateral Danilo deu a bola nos pés do volante Kaishu Sano, no lance do gol japonês.


"O futebol tem erros. Temos que pensar adiante. Ninguém pensava que a equipe não iria empatar. Sofrimento é normal, sobretudo no futebol moderno. Como é normal o alívio", concluiu o italiano.


Neymar

Ancelotti também explicou por que escolheu colocar Endrick, e não Neymar, no segundo tempo da partida.


Ele afirmou que já havia conversado com Neymar sobre o cenário em que o camisa 10 entraria na partida.


“Falei com ele, se não empatássemos o jogo, ele entrava no minuto 60 ou 65. Quando empatamos, não queria mudar a equipe porque tinha encontrado o jogo”, dise Ancelotti.

Com a Agência Brasil

 
 
 

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