Anvisa recomenda uso de máscara para conter varíola do macaco


(Reprodução/OMS)

Diante do aumento no número de casos da varíola do macaco no mundo, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) emitiu nota reforçando a necessidade de adoção de medidas "não farmacológicas", como distanciamento físico, uso de máscaras de proteção e higienização frequente das mãos, em aeroportos e aeronaves, para retardar a entrada do vírus no Brasil.

A varíola do macaco é uma doença pouco conhecida porque a incidência é maior na África. Até o momento, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) há 131 casos confirmados de varíola dos macacos, registrados fora do continente africano e 106 outros casos suspeitos, desde que o primeiro foi relatado em 7 de maio.

"A Anvisa mantém-se alerta e vigilante quanto ao cenário epidemiológico nacional e internacional, acompanhando os dados disponíveis e a evolução da doença, a fim de que possa ajustar as medidas sanitárias oportunamente, caso seja necessário à proteção da saúde da população", diz a nota divulgada na segunda-feira (23).

Ainda, de acordo com a agência, essas recomendações protegem não só contra a varíola e a covid-19, mas também contra muitas doenças infectocontagiosas.

"Tais medidas não farmacológicas, como o distanciamento físico sempre que possível, o uso de máscaras de proteção e a higienização frequente das mãos, têm o condão de proteger o indivíduo e a coletividade não apenas contra a covid-19, mas também contra outras doenças", reitera a Anvisa.

"Até o momento, não há notificação de casos suspeitos da doença no país", informou o Ministério da Saúde, em nota. A pasta afirma que encaminhou aos estados um comunicado de risco sobre a patologia, com orientações aos profissionais de saúde e informações disponíveis até o momento sobre a doença.

Novos casos

A varíola do macaco recebeu esse nome por ser vista pela primeira vez em animais de laboratório nos anos de 1950. Seu primeiro caso em humano foi registrado em 1970, na República Democrática do Congo. Até agora, já foram identificados casos em Portugal, Alemanha, Grã-Bretanha, Espanha, Itália, França, Bélgica, Estados Unidos e Canadá. Para conter o avanço da doença, uma equipe da OMS foi enviada para esses locais.

Na Alemanha, o primeiro caso registrado foi de um brasileiro de 26 anos na última quinta-feira (19). Eles egue em isolamento clínico na cidade de Munique, segundo o Instituto de Microbiologia da Bundesweher.

O homem chegou na Alemanha após viajar por Portugal, Espanha, e estava há uma semana em Munique.

Segundo o portal Deutsche Welle, o brasileiro teria apresentado erupções cutâneas, um dos sintomas mais comuns da doença.

A transmissão do vírus da varíola do macaco ocorre quando uma pessoa entra em contato com uma pessoa infectada, com vírus através de pequenas rachaduras na pele do trato respiratório ou das membranas mucosas como olhos, nariz ou boca. Apesar disso, a doença não se espalha facilmente.

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