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Ao lado de Flávio e Valdemar, Moro se filia ao PL

  • há 3 horas
  • 2 min de leitura

Atualizado: há 26 minutos


(Reprodução/Redes sociais)
(Reprodução/Redes sociais)

O senador Sergio Moro oficializou, nesta terça-feira (24), sua filiação ao PL, partido do ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado em 2022. O evento contou com a presença do presidente da sigla, Valdemar Costa Neto, e do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência.


Conforme publicado pelo Globo, o ex-juiz pretende concorrer ao governo do Paraná e sua chapa deverá ter como candidatos ao Senado o deputado cassado e ex-coordenador da Lava Jato Deltan Dallagnol e o deputado federal Filipe Barros (PL-PR), autor de um projeto de lei que beneficiaria o Banco Master, investigado por fraudes financeiras bilionárias - se a proposta fosse aprovada, ampliaria o limite de cobertura do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) de R$ 250 mil para até R$ 1 milhão por CPF ou CNPJ, medida semelhante à emenda do senador Ciro Nogueira (PP-PI), mencionada em mensagens do banqueiro Daniel Vorcaro, que está preso.


Durante o discurso, Moro disse que vai trabalhar pela vitória de Flávio e citou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, dizendo que o petista ganhou as eleições "entre aspas", corroborando o discurso de Jair Bolsonaro durante a trama golpista em 2022.


Moro volta a se juntar ao bolsonarismo após não ter conseguido apoio para uma candidatura ao governo do Paraná dentro do União Brasil, seu partido anterior. Da mesma forma, ele se alia a Valdemar Costa Neto, presidente do seu novo partido que foi condenado por corrupção e lavagem de dinheiro em 2013 e cumpriu parte da pena em regime fechado na Papuda.


Entre 2019 e 2020, o ex-juiz de Curitiba foi ministro da Justiça de Jair Bolsonaro e saiu do governo denunciando que Bolsonaro tentava interferir politicamente na Polícia Federal para "proteger a família", principalmente Flávio Bolsonaro, denunciado pelo Ministério Público do Rio por organização criminosa, corrupção e lavagem de dinheiro, no caso das rachadinhas quando ele era deputado estadual. Além do filho do então presidente, foram denunciados Fabrício Queiroz e outros 15 investigados. O processo foi arquivado pelo Superior Tribunal de Justiça, sob entendimento de que seu sigilo fiscal foi quebrado ilegalmente e por juiz incompetente.

 
 
 

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