Após fala de Putin, preço dos grãos cai para patamar de abril


(Divulgação/AENPr)

Os preços globais dos grãos caíram para os níveis de abril após a promessa do presidente russo, Vladimir Putin, de garantir a exportação segura de grãos ucranianos através dos portos do mar Negro controlados pela Rússia.

Na sexta-feira (3), o trigo estava sendo negociado a US$ 10,4 por alqueire (cerca de R$ 49,66) de acordo com dados da Junta Comercial de Chicago. Esse foi o preço mais baixo desde 7 de abril, quando foi cotado a US$ 10,2 por alqueire (aproximadamente R$ 48,70), e uma queda de 10% em relação ao preço máximo em meados de maio.

Os preços do milho para ração animal também caíram nesta semana chegando a US$ 7,27 por alqueire (cerca de R$ 34,71).

Os preços dos grãos subiram no mês passado por medo de que a operação militar especial em andamento da Rússia impedisse que as exportações de grãos da Ucrânia chegassem aos compradores. Os países ocidentais acusaram a Rússia de impedir as exportações, mas Moscou afirmou repetidamente que não tem culpa e que os navios que transportam grãos ucranianos não podem deixar os portos devido às minas colocadas na área pelas forças de Kiev. Na sexta-feira (3), Putin disse mais uma vez que a Rússia não é responsável por reter os embarques e prometeu ajudar na passagem dos navios.

"Quanto à exportação de grãos ucranianos, não interferimos nisso [...] não fomos nós que minamos as passagens para os portos. A Ucrânia os minou. Eu já disse a todos os nossos colegas muitas vezes: [A Ucrânia] deve limpar as minas e permitir que os navios com grãos deixem os portos. Garantimos uma passagem pacífica sem problemas", disse Putin durante entrevista ao canal de TV Rossiya 24.

O presidente também observou que existem várias outras maneiras de exportar grãos, inclusive pelos portos de Berdyansk e Mariupol, que estão sob controle da Rússia, ou pelo rio Danúbio, pela Hungria, Polônia ou Belarus.

Os temores sobre o destino dos grãos ucranianos levaram a alertas de insegurança alimentar e fome nas últimas semanas, especialmente em países mais pobres. De acordo com a associação italiana Coldiretti, que representa os produtores agrícolas, os navios ucranianos devem ser autorizados a sair dos portos o mais rápido possível, especialmente porque os armazéns do país vão precisar acomodar a nova colheita em breve.

"A saída de navios dos portos do mar Negro significa o esvaziamento dos armazéns ucranianos onde são armazenados mais de 20 milhões de toneladas de grãos, incluindo trigo, cevada e milho destinados à exportação[...] o bloqueio [de navios] aumenta o risco de tumultos e fome" afirmou a associação em um comunicado publicado em seu site, na sexta-feira.

A Ucrânia ocupa o sexto lugar entre os exportadores de trigo do mundo. Juntos, Rússia e Ucrânia fornecem quase 30% do trigo exportado globalmente. Segundo Coldiretti, países como Egito, Turquia, Bangladesh e Irã compram mais de 60% de seu trigo da Rússia e da Ucrânia, enquanto Líbano, Tunísia, Iêmen, Líbia e Paquistão também são fortemente dependentes dos suprimentos dos dois países.


Fonte: Agência Sputnik

Toda Palavra_Banner_300x250_Celular.gif
1/3
NIT_728x90-03.gif
NIT_300x250-01.jpg