728x90_2.gif

Após ganhar ministério, Valdemar encontra Bolsonaro


Valdemar Costa Neto e Jair Bolsonaro: encontro no Palácio da Alvorada (Reprodução)

Em novembro de 2012, o então deputado federal Valdemar Costa Neto foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a sete anos e dez meses de prisão, por corrupção e lavagem de dinheiro, na Ação Penal 470, o processo do mensalão. Na manhã desta terça-feira (30), Valdemar, agora presidente do PL, encontrou o presidente Jair Bolsonaro no Palácio da Alvorada. Segundo interlocutores - citado pelo Globo -, foi uma visita de cortesia motivada pela nomeação da deputada federal Flávia Arruda (PL-DF) para o ministério da Secretaria de Governo da Presidência da República, cargo responsável por intermediar assuntos de interesse do governo e do Congresso, especialmente os relacionados à liberação de recursos de emendas parlamentares. A deputada assumiu o cargo nesta segunda-feira.

Em seu primeiro mandato na Câmara, o cargo que mais notório da parlamentar foi o de presidente da Comissão Mista de Orçamento (CMO) no Congresso, quando se aproximou do presidente da Casa, Arthur Lira (PP-AL).

Marido da nova ministra, José Roberto Arruda foi governador do Distrito Federal, entre 2007 e 2010. Foi preso e afastado do cargo por determinação do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Na época, foi denunciado por formação de quadrilha e corrupção de testemunha.

O nome nova Secretária chegou a ser citado na época das investigações, no entanto, não houve nenhuma denúncia do Ministério Público contra ela no processo, e a parlamentar tem a ficha limpa.

Réu novamente

No ano passado, Valdemar Costa Neto virou réu novamente por peculato, corrupção passiva e fraude em licitação, acusado pelo Ministério Público Federal (MPF) de participar de um esquema de superfaturamento nas obras de trecho da Ferrovia Norte-Sul.

Também no ano passado, na reaproximação dos partidos do Centrão com o governo Bolsonaro, Costa Neto emplacou indicados na presidência do Banco do Nordeste e na diretoria do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE). Na ocasião, Bolsonaro afirmou em transmissão nas redes sociais que “em nenhum momento nós oferecemos ou eles pediram ministérios, estatais ou bancos oficiais”. O FNDE, vinculado ao Ministério da Educação, é um dos espaços mais cobiçados por políticos, com orçamento de R$ 29,4 bilhões em 2020. Foi por meio do órgão que o MEC contratou uma empresa para fornecer kits escolares a estudantes que, segundo o Ministério Público, está envolvida em um esquema que desviou R$ 134,2 milhões de dinheiro público da saúde e da educação na Paraíba.

O Centrão, conhecido como dos partidos do "toma lá, dá cá", é a principal base de apoio do governo no Congresso. O PL, junto com o PP, do presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), faz parte do chamado núcleo duro da base.

1/3