Após ouro e prata, Rebeca fica em 5º no solo


A paulista Rebeca Andrade encerrou nesta segunda-feira (2) sua participação na Olimpíada de Tóquio (Japão) na quinta colocação da prova do solo na ginástica artística. Ao som de Baile de Favela, que encantou a torcida brasileira, a atleta do Flamengo, de 22 anos, fez uma apresentação bem-sucedida na final, entretanto deu passo para fora do tablado na primeira acrobacia, o que lhe fez perder um décimo. Rebeca somou 14.033 pontos, ficando atrás em 0.133 das medalhistas de bronze. Já os homens se despediram dos Jogos sem subir ao pódio, após apresentações de Arthur Zanetti e Caio Souza nas finais.

Após as inéditas medalhas de ouro no salto e a prata no individual geral de Rebeca Andrade, Tóquio 2020 se tornou um divisor de águas na história da ginástica artística feminina brasileira.

"Jamais poderia esperar tudo que aconteceu aqui. O atleta de alto rendimento sempre quer ganhar medalhas, mas eu acho que ganhei muito mais que só as medalhas. Eu ganhei a admiração das pessoas, o respeito, eu fiz história. Eu representei um país inteiro. O peso destas medalhas está sendo muito grande e estou muito feliz de orgulhar todo mundo, principalmente a minha família e o meu treinador", celebrou Rebeca.

A medalha de ouro na prova do solo ficou com a americana Jade Carey (14.366), e a prata, com a italiana Vanessa Ferrari (14.200). O bronze foi entregue para a japonesa Mai Murakami e para a russa Angelina Melnikova, empatadas com 14.166.

“Estou muito feliz, muito grata com todas as apresentações desde o primeiro dia e por ter finalizado tão bem agora com o solo. Ter levado mais alegria ainda para o Brasil, para todas as pessoas que torceram por mim, que acreditaram no meu talento, as que me conheceram agora também. Repercutiu tanto e inspirou tantas pessoas, que não tem outra coisa que não seja gratidão”, destacou Rebeca, que sai de Tóquio "extremamente satisfeita" com sua performance.

“Eu me senti incrível. Não me senti pressionada para nada, para ganhar uma medalha para o Brasil, para acertar tudo. Foi uma coisa muito natural, que só fluía. O fato de eu pensar assim me ajudou muito a ter os bons resultados que tive aqui. Estou extremamente satisfeita com a minha performance em todos os aparelhos”, avaliou.

O Brasil ainda tem mais uma chance de medalha na ginástica artística feminina, dessa vez com Flavia Saraiva. A final da trave está marcada para esta terça-feira, 3, às 17h50 do Japão (5h50 do Brasil).

Argolas

Medalhista de ouro na Olimpíada de Londres 2012 e de prata na Rio 2016, o brasileiro Arthur Zanetti se despediu na madrugada desta segunda (2) de Tóquio sem subir ao pódio. O paulista ficou na oitava colocação na prova de argolas na ginástica artística, com 14.133 pontos obtidos na final.

Em sua apresentação, o atleta de 31 anos arriscou um triplo mortal grupado, mas acabou perdendo pontos na aterrissagem. Sendo assim, o sonho do terceiro pódio olímpico foi interrompido.

“Acho que temos que sair felizes em tudo na nossa vida. Não é porque errei, é que tenho que sair triste. Eu saio feliz porque arrisquei. Ninguém sabe o quanto sofri para fazer esta saída, machuquei meus pés várias vezes. Se eu não tivesse feito ela hoje com certeza eu ficaria triste. Pelas notas que em outras competições eu tirei, ficaria em quarto ou quinto, mas você me veria triste por não ter arriscado”, disse Zanetti logo após a prova, em depoimento ao Ministério da Cidadania.

Quem conquistou medalhas de ouro e prata em argolas foram os chineses Liu Yang (15.500 pontos) e You Hao (15.300), respectivamente. Já o campeão na Rio 2016, o grego Eleftherios Petrounias terminou com o bronze, com 15.200 pontos.

Salto

Natural de Volta Redonda (RJ), Caio Souza também foi finalista nos Jogos de Tóquio, mas também ficou de fora do pódio na prova de salto de ginástica artística. O brasileiro encerrou sua participação na oitava posição, com 13.683 pontos.

O vencedor da prova foi o sul-coreano Jeahwan Shin, com 14.783 pontos, a mesma somatória do ginasta Denis Abliazin, do Comitê Olímpico Russo. Porém, devido ao critério de desempate - grau de dificuldade - ele ficou com a prata. O armênio Artur Davtyan levou o bronze, com 14.733 pontos.


Com informações do COB

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