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Apagão: 19 dias depois, governo reconhece estado de calamidade


Presidente chegou no sábado ao Amapá e foi recebido com protestos de "Fora, Bolsonaro" (Reprodução)

Com atraso de três semanas, o governo federal, através do Ministério do Desenvolvimento Regional, publicou portaria em que reconhece o estado de calamidade pública no Amapá. No dia 3 de novembro, um incêndio no transformador de uma subestação de energia deixou 14 das 16 cidades do estado sem luz. Atualmente a população continua com o fornecimento de energia limitado, em sistema de rodízio.

Em portaria publicada sábado (21) no Diário Oficial da União, o secretário nacional de Proteção e Defesa Civil, Alexandre Lucas Alves, reconhece “por procedimento sumário, o estado de calamidade pública na área do território do estado do Amapá, afetada pelo desastre”.

O Amapá já estava em estado de emergência, decretado pelo governador do estado, Waldez Góes (PDT), desde 6 de novembro.

No último dia 10, o ministro Rogério Marinho anunciou um repasse de R$ 21,5 milhões ao estado para o aluguel de geradores e a compra de combustível.

Segundo informou a Agência Brasil, o ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, declarou que a carga completa poderá voltar ao normal até a próxima quinta-feira (26).

"Fora, Bolsonaro"

Também com atraso de quase três semanas, o presidente Jair Bolsonaro esteve no Amapá no sábado (21) e foi recebido com protestos. Ao desembarcar, Bolsonaro era aguardado por apoiadores, como é comum nas viagens oficiais, mas também por moradores insatisfeitos. Manifestantes gritaram "fora, Bolsonaro", "fora, Waldez", "fora, Davi" [senador Davi Alcolumbre (DEM-AP), presidente do Congresso] e outras palavras de ordem, enquanto o presidente cumprimentava apoiadores, que responderam aos protestos com gritos de "mito".

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