Apagão e caos no Amapá. Ministro dá 15 dias para normalizar


Explosão, seguida de incêndio, ocorreu na subestação de energia na capital, Macapá (Reprodução)

“Aqui no Amapá é comum ter esses pequenos apagões, mas trinta minutos ou uma hora depois a energia retorna normalmente. Só que dessa vez foi perdurando, perdurando, perdurando...” O relato é de Elmes Rodrigues, 37, morador de Macapá, capital e um dos 16 municípios do estado que estão sem energia desde terça-feira (3).

O estado do Amapá vive um blecaute sem precedentes. Cerca de 85% dos 860 mil habitantes - cerca de 730 mil pessoas - está sendo afetada pelo apagão que foi ocasionado por um incêndio em uma subestação de energia em Macapá e afetou serviços de saúde, estações de tratamento de água e a comunicação no estado.

A causa do apagão foi a explosão de um transformador da empresa privada Isolux. Sem solução, a população não tem água, hospitais ficam sem geradores e cidades às escuras.

O governo do Amapá decretou situação de emergência. O governo federal, através do Ministério de Minas e Energia, Bento Albuquerque, estima em 15 dias o prazo para a situação voltar ao normal.

Segundo o G1, pessoas buscam estocar água potável e há filas em postos e supermercados que têm gerador para recarregar celulares.

A prefeitura de Macapá já havia declarado estado de calamidade pública na cidade, na quinta-feira (5), com validade de 30 dias.

Praticamente todo o estado ficou sem energia porque essa é a única subestação de energia do Amapá. As cidades que permanecem com energia são atendidas por sistemas próprios e isolados da rede geral.

O fornecimento de 100% da energia só será retomado em 15 dias, quando um segundo transformador chegará ao estado. A segurança do sistema elétrico, porém, só estará estabelecida em 30 dias, quando um terceiro transformador for instalado.

Palavras de Bolsonaro

Nas redes sociais, o presidente Jair Bolsonaro disse que havia outro transformador, que estava em manutenção desde dezembro:

"Pode ser que justifique, mas, a princípio, dez meses de manutenção é um tanto quanto complicado. O outro não estava bem, funcionando de forma precária, e o terceiro, que estava bem, acabou explodindo", disse o presidente da República.

Em nota, o governo do Amapá afirmou que está direcionando energia elétrica para abastecer hospitais e estações de tratamento de água por meio de geradores. A administração estadual colocou em curso um plano de policiamento ostensivo para atuar durante a noite para coibir possíveis crimes.

O senador Randolfe Rodrigues (PSOL), que está em Macapá para apoiar a campanha do ex-senador João Capiberibe (PSB) para a prefeitura da capital, afirmou que o blecaute tem causado sérios prejuízos para a população.

"Gêneros de primeira necessidade começam a faltar, como água e combustível, levando caos aos municípios. A situação é tão grave que os principais hospitais do estado, como o Hospital das Clínicas (HC) e o de Emergências (HE) operam desde a madrugada de quarta-feira à base de geradores", relatou, em vídeo divulgado por sua assessoria.


Com informações do IG

300X350px_Negra.gif
1/3
NIT_728x90-03.gif
NIT_300x250-01.jpg
728X90px (2).gif