Apartamento de Dilma é arrombado no Rio


(Fotos Públicas)

O apartamento de Dilma Rousseff em Ipanema, na Zona Sul do Rio, foi invadido no último sábado, mas a ex-presidente da República só soube do crime nesta segunda-feira (31) por meio de vizinhos. A Polícia Civil registrou o arrombamento e a tentativa de furto no imóvel.

De acordo com policiais, o imóvel estava vazio no momento do incidente. Não há informação sobre a hora exata do arrombamento.

Nada foi levado do imóvel. Os agentes solicitaram imagens de câmeras de segurança a fim de identificar os criminosos.

Dilma Rousseff não vai ao imóvel, que fica a 200 metros da praia, desde o início da pandemia de covid-19. A polícia foi acionada pelos moradores do edifício que notaram a porta do apartamento aberta.

Dilma estava em Porto Alegre no último fim de semana, e viajou para São Paulo na segunda-feira.

Nesta terça-feira (31), se completam cinco anos do golpe do impeachment da ex-presidente, deposta do cargo sem a comprovação de prática de crime de responsabilidade.

Entrevista de Dilma

Em entrevista ao portal da Fundação Perseu Abramo, a ex-presidente Dilma Rousseff afirma que “o golpe de 2016 é o ato zero do golpe, é o ato inaugural, mas o processo continua". "É o pecado original dessa crise que o país atravessa. É a partir dali que se desenrola todo o processo golpista”, diz. "O que estamos vivendo são as etapas do possível endurecimento do regime político no Brasil. O governo flertando com a possibilidade de um golpe dentro do golpe", afirma.

Em entrevista à Folha, a ex-presidente afirmou que "é preciso entender o jogo" e nomeou os principais componentes do golpe que a tirou da Presidência.

"O que estamos vivendo agora é a possibilidade de um novo golpe baseado nas formas derivadas da guerra híbrida. Lá atrás, houve um golpe parlamentar, Judiciário e midiático. Mas, sobretudo, um golpe do setor financeiro, do capitalismo financeirizado. Um golpe neoliberal", afirma.

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