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Aposta do Brasil, vacina de Oxford começa no Reino Unido


O britânico Brian Pink, de 82 anos, que sofre de insuficiência renal, recebe a dose do imunizante (Reprodução)

A primeira pessoa no mundo a receber a vacina desenvolvida pela Universidade de Oxford em parceria com a farmacêutica anglo-sueca AstraZeneca foi o paciente britânico com insuficiência renal Brian Pinker, de 82 anos de idade. O Reino Unido, primeiro país a aprovar a vacina de Oxford, foi também o primeiro a aplicá-la, nesta segunda-feira (4), começando pelos grupos de risco contra a Covid-19.

A utilização da vacina foi aprovada pelo governo britânico na semana passada, depois de o país ter iniciado a imunização da população no dia 8 de dezembro com o imunizante da Pfizer/BioNTech.

No Brasil, a vacina de Oxford ainda está em fase de trâmites burocráticos para ser aprovada e autorizada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O governo brasileiro investiu US$ 300 milhões (R$ 1,6 bilhão) na compra de 100 milhões de doses e na transferência de tecnologia da AstraZeneca para a Bio-Manguinhos-Fiocruz, para produção no país.

Brian Pinker está internado no Hospital da Universidade de Oxford para tratamento de diálise devido à insuficiência renal. O primeiro vacinado com o medicamento da AstraZeneca homenageou os desenvolvedores da vacina.

"Eu estou tão contente de estar recebendo hoje [4] a vacina contra Covid-19 e realmente orgulhoso por ser uma inventada em Oxford", contou.

Andrew Pollard, diretor do Grupo de Vacinação de Oxford, também recebeu a vacina, constatando que, com o número recorde de casos crescendo diariamente, as próximas semanas vão ser um desafio, apesar do otimismo proporcionado pela implantação da vacina da AstraZeneca.

No fim de dezembro, o ministro da Saúde do Reino Unido, Matt Hancock, anunciou a encomenda de 100 milhões de doses da vacina AstraZeneca, o que seria suficiente para vacinar toda a nação. A vacina é aplicada em duas doses.

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