Aras é acusado de desviar notícia-crime contra si próprio


Augusto Aras, procurador-geral da República (Foto: Isac Nóbrega/PR)

Cinco subprocuradores da República entraram com um mandado de segurança no Supremo Tribunal Federal (STF) acusando o procurador-geral da República (PGR), Augusto Aras, e o vice-procurador, Humberto Jacques de Medeiros, de terem interceptado e desviado para o Senado Federal de forma ilegal um pedido de investigação contra si próprios por prevaricação. Os subprocuradores classificam a medida como ilegal, abusiva e absurda, e pedem a imediata distribuição da notícia-crime para o Conselho Superior do Ministério Público sem a interferência de Aras.

Na peça, distribuída para o ministro Dias Toffoli, os subprocuradores acusam o PGR e o vice de abuso de poder e afirmam que a notícia-crime foi indevidamente encaminhada do Conselho Superior do Ministério Público para o Senado por um de seus alvos, o vice de Aras, Humberto Jacques - conforme noticiou o Globo.

O pedido foi protocolado na tarde desta segunda-feira (25), quase ao mesmo tempo em que o ministro do Supremo Alexandre de Moraes determinava pelo arquivamento de outra notícia-crime também contra Aras e também por prevaricação, mas apresentada por senadores.

Pela lei que rege os procedimentos do Ministério Público, é dever do Conselho Superior investigar eventuais crimes do procurador-geral da República.

Apesar de o caminho correto da petição ser, portanto, a distribuição para algum membro do Conselho do Ministério Público, a notícia-crime, "por razões misteriosas e ainda não esclarecidas", foi enviada pela secretária do Conselho para o gabinete do PGR, o alvo da denúncia. "O fato é de estarrecer", definem os subprocuradores.

De acordo com relato do grupo, a notícia-crime foi movimentada seis vezes em 24 horas no sistema interno do MP. Todas as movimentações ocorreram no gabinete de Aras ou na secretaria do Conselho.

Toda Palavra_Banner_300x250_Celular.gif
1/3
NIT_728x90-03.gif
NIT_300x250-01.jpg