Aras ignora ameaças e diz que 7 de Setembro foi 'festa cívica'


O PGR Augusto Aras com o presidente Jair Bolsonaro (Foto: Leonardo Prado/MPF)

O procurador-geral da República (PGR), Augusto Aras, não demonstrou a ousadia que se espera do chefe do órgão responsável por fiscalizar as ações dos três Poderes diante dos ataques feitos às instituições pelo presidente da República. Aras não só ignorou as ameaças evitando críticas a Jair Bolsonaro, como chamou os atos antidemocráticos do 7 de Setembro de "festa cívica".

“Acompanhamos uma festa cívica, com manifestações pacíficas, que ocorreram de forma ordeira pelo Brasil. As manifestações do 7 de setembro foram a expressão de uma sociedade plural e aberta, características de um regime democrático”, disse o PGR após o forte pronunciamento de Luiz Fux, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF).

Aras, que tem se mostrado um aliado de Bolsonaro, limitou-se a pregar respeito à Constituição, mas não falou das ameaças de Bolsonaro de não cumprir decisões do STF.

“O MP (Ministério Público) brasileiro segue trabalhando pela sustentação da ordem jurídica e democrática”, disse Aras. "Quando discordâncias vão para além de manifestações críticas, merecendo alguma providência, hão de ser encaminhadas pelas vias adequadas, de modo a não criar constrangimentos e dificuldades. Quiçá injustiças em vez de soluções", prosseguiu.

Aras foi indicado pelo presidente Jair Bolsonaro fora da lista tríplice da Associação Nacional de Procuradores da República (ANPR) para ser reconduzido ao cargo. Em 24 de agosto, sua recondução foi aprovada pelo Senado para o biênio 2021-2023. Ele ocupa o posto desde setembro de 2019.

Especialistas acreditam que o pronunciamento chocho do PGR não deve se sustentar por muito tempo, uma vez que há uma guerra interna no MPF e Aras está enfraquecido, justamente por tomada de posições pró-Bolsonaro durante o primeiro biênio de mandato.

300X350px_Negra.gif
1/3
NIT_728x90-03.gif
NIT_300x250-01.jpg
728X90px (2).gif