Arrombamentos: CDL faz reunião com forças de segurança


Lojistas e autoridades da área de Segurança Pública de Niterói paraticiparam da reunião organizada pela CDL

O presidente em exercício da Câmara dos Lojistas, Manoel Alves Júnior, mobilizou um encontro, na modalidade virtual, entre representantes do comércio e autoridades policiais, na manhã desta sexta-feira (23), para discutir sobre as denúncias de arrombamentos nas lojas do bairro de Icaraí e do Centro. A insatisfação com a situação foi relatada à diretoria da CDL e a reunião foi proposta pelo delegado titular da 77DP, Dr. Claudio Ottero.

Assim como em outras cidades, a pandemia trouxe para Niterói um aumento significativo da população de rua e com isso, maior número de furtos na área. Lembrando que eles estão identificados como pessoas portadoras de doença mental, dependentes químicos, pessoas com problemas financeiros sem ter aonde morar, pedintes e, inclusive, moradores de outros municípios e até de outros países.

"Em março de 2020, tivemos apenas 9 registros de roubo de rua e nenhum roubo de veículo no bairro de Icaraí. Com a continuação do período da pandemia, houve um aumento da população de rua e muito furto de cabos. Nós entendemos que é necessário planejar uma ação com vários setores envolvidos, cada um no seu quadrado, mas colocando equipes da secretaria de assistência social à frente para analisar caso à caso e trabalhar essas pessoas"; sugeriu o Dr. Claudio Ottero.

O comandante do 12o BPM, Cel. Sylvio Guerra, comentou sobre o retorno da cultura de sarqueamento pela polícia militar:

"Em 2019 o problema era outro. Nós chegamos ao patamar de primeiro lugar no Estado com menos índice de furto na área do doze. Na situação atual, mudei meu policiamento e conseguimos voltar a realizar a ação de abordagem aos moradores de rua. Os policiais têm feito abordagem sim e estamos fazendo prisões relacionadas a isso mas Dr. Claudio, por exemplo, sabe da dificuldade de manter essas pessoas presas. É feito o flagrante, a delegacia faz o registro mas todos são liberados imediatamente após a audiência de custódia pois não há a interpretação da justiça de "grave ameaça" por parte dos citados"

Coronel Paulo Henrique (SEOP) acredita na força da influência da crise econômica do Brasil como um dos estimuladores do aumento da criminalidade mas confirma o trabalho árduo das forças de segurança em fortalecida integração atuando constantemente para amenizar o problema em Niterói:

"A abordagem para ver se não tem mandato de prisão é rotina. Principalmente, pelas equipes do Niterói Presente em parceria com o núcleo de inteligência do CISP. Temos problemas quando a pessoa tem processo em aberto e a sequência das ações contra eles não condizem com um resultado eficiente."

Dr. Luiz Henrique, delegado titular da 76DP, também manifestou sua preocupação com a mesma barreira na região do Centro. O Coronel Gilson Chagas (GGIM) descreveu o trabalho do Niterói Presente e alerta para a presença de crianças e adolescentes entre os suspeitos:

"Nós fazemos o próprio sarque no CISP. São mais de mil abordagens. Inclusive a defensoria e o parlamento questionam esses números considerando - os excessivos. Mas nem todos que são abordados são levados para a delegacia. Nós conseguimos reduzir os crimes violentos mas o crime contra o património acaba voltando para a rua. A gente trabalha com ferramentas legais. Também trabalhamos com o apoio da Clin retirando muito material das marquises e temos que ver a situação das crianças e adolescentes nas ruas."

O secretário municipal de assistência social, Wilde Dorian, também considera a situação um problema a nível nacional e garante que a secretaria trabalha a abordagem 24h. Niterói tem 3 unidades de acolhimento mas o secretário pontuou algumas dificuldades:

"Dependentes químicos e portadores de doenças mentais não seguem as regras do local e eles precisam aderir ao serviço por livre e espontânea vontade; o que não acontece com esse grupo."

O presidente do Conselho Comunitário de Segurança Pública de Niterói, Moacyr Chagas, defende a importância da participação do ministério público, enquanto fiscalizador da lei e acha necessário a população ter conhecimento de onde o sistema paraliza.

No final da reunião, todos os participantes concordaram que é impressindível o posicionamento do secretário de Direitos Humanos e do secretário de Saúde do município, assim como é preciso incentivar os lojistas para sempre realizar o registro de ocorrência dos crimes. Ficou decidido que o Conselho Comunitário de Segurança (CCS AISP 12 NITERÓI), em parceria com o Observatório de Segurança, realizarão uma pesquisa detalhada para oficializar os dados, chegar a um diagnóstico correto e apresentar ao MP. A diretoria da CDL se prontificou para colaborar no que for preciso.

Após o debate, a Secretaria de Assistência Social e Economia Solidária de Niterói, com o apoio da Guarda Municipal, deu início a operações no espaço conhecido como "Rio Decor" para averiguar denúncias de concentração da população de rua no local.

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